O Senhor esta convosco, enquanto vós estais com ele; se o buscardes, o achareis; mas se o deixardes, ele vos deixará – 2 Crônicas 15:2
Um fato ocorrido na tarde desta segunda-feira, 27, no Portão 3, do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão, Rio de Janeiro, certamente deixou perplexa a maioria das pessoas presentes naquele momento e causou comoção geral.
Todos sabem de cor e salteado a situação deprimente vivida pela saúde brasileira, mas a negligencia verificada nesta ultima segunda de fevereiro num dos pontos mais conhecidos mundialmente é de se espantar e muito e de se levantar questionamentos.
Era por volta das 14h40, quando os passageiros do vôo 4267 da Azul, destino Rio de Janeiro/Campinas com conexões, foram deslocados do Portão 1 para o Portão 3.
O pessoal estava se preparando para o embarque quando de repente se ouviu um grito muito forte produzido por um cidadão idade entre 25 a 40 anos, colocando as duas mãos sobre o peito, apertando com bastante intensidade. A cena foi forte e em pouco tempo se formou uma aglomeração em torno do jovem, o qual em seguida caiu imóvel.
Imediatamente alguém disse: “coitado... sofreu um enfarte fulminante... já deve estar morto”. Passado o susto inicial causado pelo impacto, peguei um jornal e rapidamente comecei a abanar o rosto daquele homem que suava uma barbaridade.
Na sequência, uma moça dizendo ser médica também veio ao socorro da vítima. Porém, no ato do acontecido alguém de uma empresa Gol já havia solicitado de forma emergente a presença da equipe médica do Aeroporto. O tempo passava e mais uma voluntária veio nos auxiliar na ventilação do rapaz.
Pasmem os leitores, se passaram mais de vinte minutos para aparecer a equipe de socorristas.
A situação já estava controlada, pois passados uns quinze minutos de agonia, a vítima começou a dar sinais de vida mexendo primeiro os dedos para em seguida pronunciar com dificuldades algumas palavras. Como não tenho experiência e nunca havia presenciado uma situação daquela, quando o rapaz respondeu aos primeiros estímulos médicos, confesso que fiquei extremamente emocionado.
Primeiro, por não ter sido um enfarte fulminante como apregoado, e sim, um ataque epilético, porém tremendamente agressivo. Não teve quem não se comovesse, o nervosismo tomou conta de quem estava ali naquele momento.
A demora no socorro foi motivo de revolta. “Esse Pais realmente está preparando para sediar uma Copa do Mundo?”, esbravejou em voz alta um advogado, seguido de outra senhora que chamou atenção pela demora ao paciente.
“Se fosse um da minha família não sei qual seria minha reação num momento como esse, isso é um descaso e uma falta de responsabilidade para com o ser humano”, e acrescentou “a saúde realmente esta em colapso, se uma demora dessa ocorre num Aeroporto Internacional conhecido mundialmente como o Galeão, imagine o tratamento para quem precisa de hospitais e postos públicos?”.
Mas realmente esse caso nos leva a uma reflexão profunda em termos de atitude, solidariedade, humanidade e mostra acima de tudo a falta de comprometimento com a realidade, tem muita gente se preparando e se aprofundando em teorias deixando de lado a prática, esse expediente está se tornando uma das armadilhas mais vorazes nos últimos tempos.
(*)Jornalista
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