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MARCHA DA LIBERDADE, por Ricardo Barreira

18 junho 2011 - 09h34

Como dizia Karl Marx “Mudanças na sociedade ocorrem a partir da ebulição dos movimentos sociais”. Cobrar mudanças, reivindicar transformações, mostrar quando o povo não está satisfeito com as medidas adotadas por governantes e cobrar medidas quando necessário, eis a importância das mobilizações sociais para se garantir o respeito aos direitos humanos.

Claro que existem leis e estas devem ser cumpridas, mas nada impede que sejam questionadas, aliás, devem ser. E alteradas quando necessário. Sim, supostamente o Estado às cria para garantir a segurança e o bem estar dos cidadãos, mas cabe a sociedade civil organizada levar para o Estado informações que subsidiem a elaboração de novas leis e a monitoração dos governos, de modo a garantir o cumprimento dos direitos humanos e a soberania popular.

Em Bauru, acontecerá amanhã a Marcha da Liberdade, movimento que começou depois que a polícia duramente repreendeu manifestantes que tentavam realizar uma marcha pela legalização da maconha, em São Paulo. Esta agora pede principalmente a liberdade de pensar e de expressão. Também está previsto a realização deste evento em muitas outras cidades, com o objetivo de ter uma abrangência nacional.

Acontece que tradicionais puritanos, descendentes de acendedores da fogueira da inquisição, já se posicionaram para o ataque, sem se ater que a Marcha da Liberdade é um movimento social organizado, ou seja, a manifestação de um grupo de pessoas valendo-se do direito de discordar de algo e se manifestar. Caraca, isso é ruim? Foram manifestações assim que conquistaram os maiores direitos humanos até hoje, como a Marcha sobre Washington.

Com o tema “Trabalho e Liberdade”, a Marcha sobre Washington reuniu mais de duzentas e cinquenta mil pessoas na capital dos Estados Unidos em 1963. Organizada e liderada pelo advogado, pastor, ativista dos direitos humanos e pacifista Martin Luther King. Foi neste dia que ele fez o famoso e imortal discurso que pulsa até hoje no peito de qualquer militante: “Eu tenho um sonho”.

Mas sonho sem ação acaba se transformando em pesadelo, então é recomendável a quem sonha em mudar algum tipo de realidade que julgue equivocada, que lute, marche, escreva, pinte a cara, sei lá, mas que faça algo. Caso queira, senão, também não é obrigado a fazer. A liberdade de expressão é a base de todas outras, como a religiosa, política e a de orientação sexual.

Finalizando com um famoso “moral da história”: Não importa se você concorda ou não, o fato é que você pode fazer uma marcha contra a maconha, contra os escapamentos barulhentos, contra o uso indevido do dinheiro público, contra homens de barbas, ou contra peitos siliconados. Você pode marchar, ou não. Isto é o que importa, e como dizia Voltaire – “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”.

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