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TRATAMENTO

Leucemia tem remissão completa com novo tipo de terapia genética

21 novembro 2017 - 11h28Por G1 Bem Estar

Um estudo publicado na "Nature Medicine" mostra que pacientes com leucemia resistentes ao tratamento, inclusive aqueles que já passaram por técnicas de terapia genética mais recentes, podem tentar um outro tipo de estratégia de modificação de genes para vencer o câncer. No estudo, a remissão completa com a nova terapia foi atingida em 73% dos casos.

A terapia genética voltada para o sistema imunológico se prepara para ser um dos tratamentos mais promissores para cânceres hoje sem terapia. A estratégia básica funciona mais ou menos assim: 1) células de defesa são retiradas do organismo do paciente; 2) elas são modificadas geneticamente em laboratório para aprender a reconhecer o tumor; 3) as novas estruturas são injetadas novamente no organismo; 4) espera-se que o corpo tenha "aprendido" a reconhecer células cancerígenas.

Embora pareça simples, na prática cientistas estão tentando todas as variações desse mecanismo para tentar vencer o câncer. A pesquisa publicada ontem (20), na "Nature Medicine" está tentando um mecanismo diferente: as células de defesa T são modificadas para atacar um novo tipo de estrutura presente nas células malignas: o antígeno CD 22.

Um antígeno é uma estrutura presente nas células doentes que, por sua especificidade, deflagra uma resposta imune. Em um mecanismo similar à "chave-fechadura", a célula imune (fechadura) se prende a essa estrutura (chave) e a "mata". Nas terapias genéticas em curso hoje, a chave mais comum é o antígeno CD 19; no estudo da "Nature", no entanto, foi utilizada a estrutura CD 22.

De acordo com o estudo, o problema de alguns tratamentos com a estrutura CD 19 é que os tumores simplesmente perdem essa estrutura ao longo do tempo -- sendo a causa mais frequente de resistência ao tratamento. A pesquisa escolheu, então, o CD 22 (que é geralmente mantido após a perda do CD 19).

Como foi o estudo

Cientistas testaram o CART CD 22 (como é chamada a nova terapia), em 21 crianças e adultos, incluindo 17 que foram previamente tratados com imunoterapia por CD 19. A remissão completa foi obtida em 73% dos pacientes, com 5 desses pacientes tendo sido previamente tratados com CD 19.

Segundo autores, a pesquisa é a primeira a estabelecer a atividade clínica de terapias dirigidas para o antígeno CD 22. Uma importância do estudo é justamente mostrar que existem outras opções, mesmo para os pacientes que já foram tratados com terapias genéticas inovadoras.

Nos pacientes em que a doença voltou, cientistas atribuíram a falha à baixa densidade do CD 22. O achado também mostrou a importância de uma presença maciça da estrutura para que o câncer seja mantido sob controle.

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