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Leia: Mudando um ditado sábio e popular - "O crime compensa"

13 julho 2011 - 15h22

A cada dia que vivemos somos surpreendidos por decisões tomadas no segmento político que, por mais que tentemos, não conseguimos entender e, depois de ver que não é possível entender, passamos a não acreditar que seja verdade.

Vive se falando em melhorar a questão da segurança da população, do cidadão de bem, mas as atitudes tomadas vêm exatamente ao contrário de tudo aquilo que podemos esperar. Agora, com a desculpa que de que não há mais lugar onde colocarmos os presos, buscou-se a solução mais fácil (para eles) - vamos colocar um monte de gente nas ruas.

É assustador sabermos que, quanto mais crescem os índices de violência, mais absurdos sejam criados por esses que se dizem nossos representantes. E nós, simples mortais, somos obrigados a engolir esses verdadeiros desmandos realizados pela classe política.

A história mostra que, quando os países tomam a iniciativa de desarmar a população, os resultados não são o que tentam incutir nas nossas cabeças. Seria fundamental sim, se as autoridades conseguissem, junto a este "dito desarmamento", aumentasse a nossa segurança. Mas não, hoje vemos que acontece algo que, no mínimo, anda na contramão do tempo - Nós, cidadãos de bem, ficamos presos, acuados dentro de nossas casas, sendo obrigados a instalar os mais diversos dispositivos de segurança e pior, penalizados, sem podermos colocar o pé para fora de casa sob o risco de sermos assaltados ou assassinados.

O cidadão hoje cumpre uma prisão domiciliar, a contragosto, enquanto os criminosos têm toda a liberdade de ir para as ruas.

Tem momentos que chego a me questionar. Será que não estão desarmando o povo para que se torne mais fácil a implantação de um novo “sistema” como vemos em alguns países vizinhos, disfarçada sob o carimbo de um governo que está “cuidando de você”? Não gostaria de acreditar nisso, mas vejo que, infelizmente, tudo indica que seguimos neste rumo obscuro e incerto. Um caminho de difícil volta.

Há alguns dias, num belo trabalho, a Polícia Federal colocou na cadeia dezenas de pessoas envolvidas em golpes e falcatruas, fazendo uma verdadeira limpeza em nossa cidade. Não podemos deixar de elogiar, em especial, esta instituição, onde podemos observar um dos maiores núcleos de seriedade, respeito e qualidade de serviço. Um lugar onde jamais é tomada uma medida drástica sem que haja uma investigação a fundo, evitando assim que aconteçam injustiças. Portanto, parece que esse trabalho é, logo em seguida, desprezado, pois sob “as asas da lei”, todos eles hoje encontram-se em liberdade, embora seja claro para todos que os crimes foram cometidos e que as provas existem.

Somado a isso, agora surge essa "arrumação" da lei, que permitirá (legalmente) que pessoas como essas não terão a necessidade de cumprir uma pena de reclusão; criminosos que provarem ser iniciantes poderão "trocar" sua pena pela distribuição de cestas básicas; e por conta disso tudo, traduzindo em palavras compreensíveis por qualquer pessoa, muda-se um velho ditado. Hoje, "O CRIME COMPENSA".

Não quero aqui estar incentivando a desordem, muito pelo contrário. Quem assim está procedendo são aqueles que deveriam estar cuidando das pessoas de bem. Afinal, nascemos, crescemos, trabalhamos, ajudamos esse país crescer e se desenvolver, mas o que ganhamos em troca? Leis absurdas que prevalecem principalmente essas pessoas que costumeiramente estão envolvidas em falcatruas ou ações criminosas, como por exemplo se apoderar do dinheiro público. A pena por isso? Ser considerado "mais esperto" que os tolos que pagam impostos e buscam seguir uma vida com retidão e responsabilidade.

Afinal, se o crime compensa, melhor mudarmos de cidade, de estado, de país, ou então, baixarmos nossas cabeças e, contritos, rezarmos para que Jesus Cristo seja condescendente e nos dê uma nova chance de recomeçar.

Não conseguimos mudar o mundo, mas precisamos reagir, deixarmos de sermos omissos e lembrar que, deixar o poder nas mãos de gente como essa, é como se dizia antigamente, entregar uma metralhadora na mão de um macaco. Aí, então, salve-se quem puder.

Na próxima semana, teremos que discutir outro assunto sério – o desarmamento. Vamos juntos a esse polêmico assunto.

Paulo Gomes “Maninho” é funcionário público aposentado da Sefaz e agropecuarista

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