Menu
Busca terça, 31 de março de 2020
(67) 9860-3221

Leia "Jornalista, quanto você vale?", por Ariadne Bianchi

28 novembro 2012 - 11h57

Em uma sala com poucas pessoas foram discutidos, recentemente, os valores avulsos para serviços jornalísticos em Dourados. Para se ter uma base, são 60 profissionais filiados ao Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas) e um pouco mais de 100 atuando em nosso município.

Julgar o valor do trabalho é algo subjetivo. É importante, no entanto, que a categoria e a sociedade saibam que temos uma base para a cobrança de certas atividades, para que esses trabalhadores não sejam explorados ou para que, os mal intencionados, não pratiquem extorsão.

A verdade é que a nossa profissão é desvalorizada no Brasil. Os salários não evoluíram. Ao contrário, há informações de que na década de 80 um comunicador ganhava bem mais que os dias atuais. Então, é preciso negociar.
A luta nacional pelo piso atualmente é de R$ 3,7 mil. Quando procuramos referências no site da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) encontramos salários baixos em todo país e, para se ter uma ideia, um dos piores está em Dourados. Na última negociação, o Sindicato propôs as empresas um salário base equivalente a aproximadamente a apenas três salários mínimos. Quantas acataram?

Até avançamos com os acordos coletivos, mas há uma perda inflacionária sem reposição. Um alto custo de vida, aumento nos preços de produtos, mas e o salário? Nas assessorias, até que são um pouco melhores, talvez seja um dos motivos de tantos profissionais migrarem para esta área.

Até mesmo com servidores públicos existe a desvalorização. Quem não se lembra da história da vaga na prefeitura de Minas Gerais em que o coveiro receberia mais que o jornalista? Não desmerecendo a profissão do coveiro, mas relacionando a questão do nível técnico para o cargo, com a exigência de escolaridade inferior. É mesmo um absurdo!

Não é a toa que vemos hoje em dia produtos editoriais com tão baixa qualidade. Não perde só o jornalista, perde também o público, perde a cultura, perde a informação. E o mercado, na maioria das vezes, não está preocupado com a valorização desse profissional. A impressão é que importante mesmo é o lucro.

A solução para isso, portanto, não virá do mercado, é claro. E também não virá da divisão dos jornalistas, com ou sem diploma, com maiores ou piores condições de trabalho e salário. Sairá da nossa união. Afinal, a pergunta mesmo não é quanto você vale, mas sim: quanto você perde com a sua desvalorização?





*Ariadne Bianchi

*jornalista filiada ao Sinjorgran e estudante de economia.

Deixe seu Comentário

Leia Também

CORONAVÍRUS
Familiares de idosa que morreu em Dourados estão sendo monitorados
AVANÇO DO COVID-19
Brasil registra 42 novas mortes e chega a 201; casos confirmados são 5,7 mil
DOURADOS
STJ não vê risco a investigação e concede habeas corpus a ex-secretário
BRASIL
Receita libera entrada de 500 mil testes de Covid-19 em tempo recorde
MATO GROSSO DO SUL
Vítima fatal do coronavírus foi infectada por irmã que esteve na Bélgica
BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO
No dia da 1ª morte, MS tem mais quatro casos positivos de coronavírus
PREVENÇÃO
Opas defende isolamento social como melhor opção de combate à covid-19
INVESTIMENTO
No valor de R$ 1,3 milhão, edital auxilia artistas prejudicados com a pandemia do coronavírus
CORONAVÍRUS
Assembleia mantém atividades suspensas e prorroga prazo até 17 de abril
CORONAVÍRUS
Após primeira morte em MS, secretário reforça: "Fique em casa"

Mais Lidas

FRONTEIRA
Acidente na MS-164 em Ponta Porã leva pai e filho a óbito
DOURADOS
Homem entra em veículo e anuncia assalto com arma de brinquedo; vídeo
DOURADOS
Homem leva surra de populares e é detido por furtar dois veículos em Dourados
NOTA PREMIADA
Lista de ganhadores já está disponível para consulta