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Leia a coluna "Amplavisão" do jornalista Manoel Afonso

10 fevereiro 2012 - 12h34

MEMÓRIA O PMDB ganhou pela primeira vez as eleições para a prefeitura da capital em 1966, aproveitando-se do instituto da sublegenda com Plínio B. Martins e Artur D’Avila Filho. Venceu Plínio, com Hélio Mandeta de vice.

DANTE FILHO resumiu bem: o governador neutralizou a oposição; goza de alta popularidade e faz uma administração acima da média, enfeixando em suas mãos a política estadual de maneira hegemônica.

PARECIDOS André lembra Pedrossian, que diferem de Zeca, Marcelo e Wilson. Ambos não permitem os chamados governos paralelos nas secretarias e órgãos oficiais, combatendo a pratica da política varejista, preferindo atuar no atacado.

NO PASSADO alguns segmentos do Governo atendiam mais ao projeto/interesses pessoais dos chefes, quebrando assim a homogeneidade da administração. Era a campanha eleitoral antecipada, provando inclusive ciumeira.

A COMPARAÇÃO encontra sentido. André acompanha de perto o desempenho de auxiliares e tem a rara capacidade de armazenar dados/números em sua memória. Além disso, sua disposição física de cumprir agenda é invejável.

ADVERSÁRIOS reconhecem o mérito gerencial do ‘italiano’ revelado na prefeitura. Apesar das boas performances de Juvêncio e Lúdio, o seu desempenho arrojado acabou se impondo como referencial aos olhos da opinião pública.

PORTANTO, o discurso da ‘oxigenação’ do PT para por fim ao mando do PMDB enfrenta dois problemas: o saldo positivo dos prefeitos peemedebistas e a insustentável imagem gerencial de Vander, formatada no Governo Zeca.

O DISCURSO passa pela pessoalidade do candidato No saguão da AL questionou-se: “Caberá ao Delcídio e Zeca tentar convencer o eleitor? Mas eles não são candidatos! É o discurso de Vander que terá de empolgar, convencer.

“PADRINHOS’ ajudam, mas não decidem a sorte do afilhado-candidato em qualquer situação. Exceções existem, mas há que se levar em conta o conjunto circunstancial. E na eleição prefeitural pesa mais o candidato, menos o partido.

CANDIDATO deve ter tranqüilidade. É como orador falando em público esquivando-se de uma abelha. Perde o raciocínio, se embaralha! É difícil passar credibilidade e defendendo-se de acusações/escândalos do noticiário.

HOJE Vander tem algumas ‘abelhas’ rondando-o. A Justiça é lenta, mas ele já demonstra tensão/insegurança quando questionado. Experiente de campanhas, ele sabe muito bem: em campanha eleitoral, até os ‘muros falam’.

QUANDO o PT defende várias candidaturas à prefeito da capital, acaba confessando suas limitações e aposta no arco de alianças no 2º turno. Aí terá que pisar em cristais na campanha para evitar atritos com possíveis futuros aliados.

VEJA BEM: a língua solta (denuncismo) foi a principal arma do PT para chegar onde chegou. O Zeca que o diga! Evidente: isso se aplica a todos os pleitos/cidades. O desafio: como disputar o 1º turno com o ‘freio de mão puxado’?

HÁ RISCO de começar a campanha de ‘saia justa’. O adversário principal pode disparar e ganhar já no 1º turno. E mudar o discurso/postura no meio de uma campanha é complicado, cheira incoerência e desespero.

‘SOB CONTROLE’ Nos corredores da AL fala-se que Dagoberto apenas faz jogo de cena enquanto espera a decisão sobre a aplicação da “Ficha Limpa’. E mais: sem estrutura para tocar campanha espera momento certo para jogar a toalha.

ANTONIO JOÃO Continua blefando. Ignorou a memória da opinião pública e reviu seus conceitos sobre o PT e Zeca. Quem diria! Mas não vai a lugar algum. Pode no máximo construir sua candidatura a deputado federal.

BERNAL Inspirado naquela candidatura de Dagoberto para se reeleger em 2014? Diz que não. No fundo, não tem nada a perder. Mas o convite para candidato a vice seria bem vindo. Vai jogando o velho jogo: ‘bate e assopra’.

SIAMESES Também os candidatos (e donos) dos partidos nanicos adotam o discurso da renovação político-administrativa. Mas o atual momento da vida pública brasileira, manchada por corrupção, deixa-nos céticos e incrédulos.

E AGORA? Em 2001, ACM era o governador e Jacques Wagner deputado federal, que a exemplo de Lula (em campanha), fez discurso apoiando a greve dos policiais militares e defendendo sua legalidade devido aos baixos salários.

AS CONTRADIÇÕES são visíveis em vários pontos da administração. O recente episódio da concessão dos aeroportos obriga-nos a reportar a postura do PT contra a privatização de FHC. O que era pecado foi ‘abençoado’.

NO DESPEJO dos invasores (Pinheirinho) em São José dos Campos, o PT criticou Alckmin. Dilma desceu do trono, ignorou o direito de propriedade (Constituição) e botou a boca no trombone. Pura demagogia eleitoreira.

PREVISÃO Com Tita eleito prefeito de Paranaíba, Jocelito Krug teria chances maiores de chegar à AL em 2014. A região ficaria ‘aberta’, facilitando entendimentos com vereadores e lideranças das cidades. A conferir.


“O que a vida quer da gente é coragem”. (Guimarães Rosa)

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