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Hora de Ousar, por Luiz Gonzaga Bertelli

16 março 2013 - 08h30

O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Segundo pesquisas internacionais como a da Global Entrepreneurship Monitor, supera todas as nações do G20 – as maiores economias do planeta. Quem nunca sonhou em ter seu negócio próprio? Com ousadia e persistência, muitos brasileiros superam a inexperiência, a falta de crédito e, principalmente, a pesada burocracia e conseguem realizar o sonho, abrindo seu comércio e, por consequência, novos postos de trabalho. Uma prova desse sucesso é que de 2001 até 2011, os pequenos empreendimentos foram os que mais abriram empregos no país, segundo dados do Sebrae. Em números absolutos foram 15 milhões de novos postos de trabalho, o que equivale a 52% do mercado de trabalho. Entre as pequenas empresas, os salários também subiram 18%, o dobro do pago pelas médias e grandes empresas na média da década.

Há duas leituras que se podem fazer desses dados apresentados. A primeira análise é que as grandes empresas, principalmente aquelas da área industrial, perderam espaço nos últimos anos. A estagnação econômica dos últimos dois anos, com reflexos no índice de crescimento do PIB, é uma demonstração dos problemas enfrentados pela indústria no Brasil. Sem crescimento não há investimentos e, com isso, a produção cai e a abertura de novos postos de trabalho fica comprometida. A situação só não é mais preocupante porque o consumo interno, motivado pelo crescimento da classe C e D na última década, ainda move a economia do país, com os índices de empregabilidade bastante positivos.

Outra possível análise dos dados divulgados pelo Sebrae é que houve uma evolução considerável entre as pequenas empresas na década. Antes, grande parte morria ainda no primeiro ano de instalação, por falta de preparação e planejamento. Hoje, 73% delas conseguem manter-se em funcionamento, aumentando as oportunidades de novos empregos, principalmente para os jovens sem experiência. Entre as causas para esse resultado positivo pode estar a melhor preparação dos empreendedores, que possuem mais informação e mais tempo de estudo.

Apesar do crescimento contido, o momento ainda é positivo para quem vai abrir seu próprio negócio. Os grandes eventos esportivos que estão por vir – Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada de 2016 – devem alavancar a economia e beneficiar que não tem medo de ousar. A hora é essa.



Luiz Gonzaga Bertelli é presidente Executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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