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MITOS E VERDADES

HIV e Aids: veja o que é mito e o que é verdade

01 dezembro 2017 - 10h34Por Da redação

Nesta sexta-feira, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids e, por isso, confira uma lista sobre os mitos e verdades a respeito do assunto. Para começar, Aids não é doença, não está relacionada à orientação sexual ou identidade de gênero e também não ficou restrita às décadas de 1980 e 1990, quando grandes nomes da cultura e da intelectualidade brasileiras, como Cazuza, Renato Russo e o sociólogo Betinho, morreram em razão dela.

A síndrome está condicionada à infecção pelo vírus HIV, e o Brasil de acordo com informações do G1, vive um momento de epidemia. A pasta estima que 830 mil pessoas sejam portadoras do vírus em todo o país – 84% delas já foram diagnosticadas. A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é de 90%.

Se o leitor confunde Aids com HIV, antes de começar a leitura, é preciso que tome conhecimento. A Aids é a manifestação sintomática do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) e, portanto, só aparece quando ele não é controlado. O que ocorre é uma queda no sistema imunológico, que fica vulnerável a doenças como pneumonia e tuberculose.

O Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV) é um tipo de retrovírus que ataca as células do sistema imunológico, responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, como bactérias, fungos e, claro, os vírus. Quando o HIV entra na circulação sanguínea, ele ataca os linfócitos T-CD4+, que também são chamados de glóbulos brancos, e altera o DNA deles para que possa se multiplicar.

Uma vez no sangue, o HIV não é eliminado – por enquanto, a ciência ainda não desenvolveu tecnologias capazes de extinguir o vírus. O que se pode fazer é reduzir a carga viral com o chamado “coquetel antirretroviral”, ou seja, diminuir taxa de multiplicação do HIV pelo uso de um combinado de medicamentos. Assim, esse índice pode chegar próximo de zero, quando o vírus fica indetectável – ou seja, com chance de transmissão quase nula.

Para funcionar, no entanto, os remédios – tenofovir, lamivudina e dolutegravir – precisam ser tomados diariamente, sempre no mesmo horário, e o mais precoce possível desde o diagnóstico da presença do vírus no sangue. Quanto antes, melhor a chance de atingir à carga viral indetectável.

Somente quando o vírus HIV não é tratado, a pessoa infectada desenvolve a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), que é provocada pela queda da capacidade de combate do sistema imunológico. As principais doenças associadas à Aids são respiratórias, como a pneumonia e a tuberculose, além de insuficiência renal, doenças cardíacas, tumores e cânceres.

Por isso, o Ministério da Saúde alerta sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV, especialmente depois de uma situação de risco, como relação sexual desprotegida, compartilhamento de seringas ou uso de materiais cortantes não esterilizados (veja abaixo como e onde fazer).

Além do risco pessoal, o desconhecimento sobre a infecção pode ser um perigo para os parceiros sexuais. Como o HIV é um tipo de vírus cujo período de incubação é prolongado – o que significa que os sintomas costumam demorar a aparecer – é possível que pessoas infectadas sequer tenham conhecimento da própria condição.

Como se pega o HIV?

Qualquer pessoa que tenha tido uma relação sexual sem camisinha pode ter contraído o vírus HIV, “não importa idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião”, explica o Ministério da Saúde.

Outras formas de infecção são uso de seringa por mais de uma pessoa ou de instrumentos cortantes não esterilizados, de mãe para filho – na chamada “transmissão vertical” – e por transfusão de sangue contaminado.

Como funciona o teste anti-HIV?

A recomendação para quem esteve em alguma situação de risco é procurar uma unidade pública de saúde para fazer o teste anti-HIV. O exame pode ser tanto de sangue, quando pela coleta de mucosa da boca, chamado “teste rápido”, que mostra o resultado em cerca de 30 minutos.

O ideal é buscar o diagnóstico, no mínimo, 15 dias após a situação de risco por conta da “janela imunológica”, período de falso negativo, entre a infecção pelo vírus e o momento em que o organismo começa a produzir anticorpos – quando exames sorológicos dão conta de detectá-lo.

 

 

 

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