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Entrevista com Emilio da Farmácia

14 setembro 2011 - 11h57

Desta vez o Dourados News, apresenta um pouco da história de Emilio Ferreira da Costa, ou o “Emilio da Farmácia”, ele que é natural de Rochedo – MS, foi criado em Itaporã, mas foi em Dourados que fincou raízes, onde reside há 48 anos. Emilio é casado com Waldecy Zanini da Costa com quem teve três filhos, Sandra, Wanilton e Alexandre e tem duas netas a Tallita e a Nayumi.

Homem dedicado a família, pessoa correta, caseiro, santista fanático, conta um pouco sobre sua profissão e também de sua participação como massagista de um dos times de futebol mais importante de Dourados, o Operário Esporte Clube. Confira.

Além de dono de farmácia, como foi a sua relação com o esporte em Dourados?

Bem na verdade eu sempre gostei de esporte, até porque na minha época, não havia outro esporte, além do futebol. Lá pela década de 1960 e 1970, fui convidado para participar do Operário, como massagista, até porque eu já trabalhava em farmácia e tinha um conhecimento sobre os cuidados, então eles me convidaram. E naquele tempo só havia quatro times, o Operário Atlético Clube, o Ubiratan Esporte Clube, o Dragão e o Colonial Esporte Clube.

E se tem uma coisa que me orgulho muito de ter participado do time, foi as amizades que eu conquistei, e que tenho grande carinho até hoje, como a família Saldivar, Paulo Moura, Valter Brandão, entre outros.

E como foi participar dessa equipe que muito trouxe títulos para Dourados?

A minha participação, me deixou marcado na memória até hoje, pois na época em que fomos campeões da Taça Assis Chateaubriand, foi um dos momentos mais marcantes, fiquei muitos anos no time, visando apenas o esporte, a participação, pois naquela época, todo mundo era amador, e ninguém jogava por dinheiro. Muitas vezes para irmos jogar em cidades vizinhas, fazíamos a famosa “vaquinha”, cada um dava aquilo que podia, para conseguirmos transporte, gasolina e assim jogar pela cidade.

Naquela época os jogadores em sua maioria trabalhavam, durante o dia, treinavam quando podiam e no dia do jogo estava lá para participar e jogavam sempre com muita garra.

E a sua despedida do esporte, do time em Dourados?

Bem depois de um tempo, o futebol foi mudando, principalmente pelo o lado financeiro, foi crescendo, e devido a isso, eu comecei a me afastar, pois sempre gostei do futebol, pela amizade, pelos jogos de fim de semana e a bagunça em si que era cada partida. E nessa época também, foi quando começaram a trazer jogadores de outros times, para representar a cidade. E aquilo não era o que a gente queria, não era o ambiente que desejávamos.
Sem contar também que a idade começou a apertar, a família crescendo, ai foi que eu me afastei do futebol.

Hoje para o senhor depois de ter feito parte da história do futebol em Dourados, como o senhor se sente vendo a pouca representatividade do futebol da cidade?

Olha sinceramente não sei o que eu sinto de verdade, pois hoje o futebol em sua grande maioria é tudo profissional, e isso significa que a maioria dos jogadores hoje, jogam para defender os seus interesses, diferente de antigamente que a rapaziada jogava por amor a camisa, por diversão. Hoje é tudo por dinheiro, o que rola é o dinheiro. Sinceramente fico um tanto decepcionado com a nossa cidade, com a falta de jogadores, ou a falta de pessoas reconhecendo os talentos locais. Tem jogos que fui assistir de times locais, que fique triste de ver o tanto de “perna de pau” que estava jogando.

Muitas vezes que dá mais satisfação ver os jogos de varjão, os campeonatos amadores, onde os jogadores, jogam, brincam, e fazem o futebol de verdade, diferente desses profissionais que não fazem nada, não chutam direito, não fazem nem se quer um drible bonito, isso é muito triste.

Como foi sua trajetória profissional?

Olha eu trabalhei por 26 anos na Farmácia Popular, gerenciando a farmácia na época do finado Nhonho, pai do Renê Matos Rocha, depois de todo esse tempo, por motivos particulares, resolvi abrir uma farmácia, me tornei sócio de uma jovem farmacêutica, e estou aqui até hoje. São 20 anos de farmácia.

O senhor é uma pessoa muita carismática, como se sente vendo clientes tão fiéis, que na verdade já se tornaram amigos?

...[com lágrimas nos olhos]... Hoje trabalho em prol dos meus clientes, procuro fazer sempre o melhor, e vejo o quanto sou querido pelas pessoas, são 54 anos trabalhando em farmácia, entrei e não saí mais. Hoje posso dizer que sou uma pessoa realizada, tenho minha esposa, meus três filhos e minhas netas, tenho saúde e grandes amizades.

Na minha época o número de médicos na região era pequeno, e eu nessa profissão aprendi muitas coisas: ajudei a fazer parto, ajudei muitas pessoas a sobreviverem de doenças graves, dei muita injeção. Salvei de certa forma muitas vidas. E isso me emociona muito devido ao respeito, a confiança a amizade depositada a minha pessoa.

Hoje eu já sou aposentado, mas enquanto Deus me der forças e conhecimento, quero continuar ajudando as pessoas, e principalmente conquistando amizades eternas, como foi durante todo o tempo que estive no esporte e dentro da minha farmácia.

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