Menu
Busca terça, 02 de março de 2021
(67) 99257-3397

Cuidados especiais contra gripe A para pessoas com baixa imunidade

10 agosto 2009 - 15h46

Pacientes com leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, mielodisplasia e talassemia estão no grupo de risco. Médicos orientam sobre os cuidados preventivos e providências a serem adotadas em caso de manifestação dos sintomas. 
Pacientes de leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e mielodisplasia (doenças onco-hematológicas) devem ficar muito atentos aos sintomas da Gripe A, que são: febre alta (superior a 39 graus), tosse, dores de cabeça, musculares e nas articulações, dor de garganta e mal-estar/fraqueza.
Em geral, os pacientes onco-hematológicos estão com o sistema imunológico debilitado, o que significa que suas funções protetoras se apresentam inadequadas, deixando a pessoa mais suscetível a infecções. Por este motivo, atenção aos sinais da gripe é fundamental.
De acordo com orientações de especialistas, essas pessoas, ao perceberem que apresentam os sintomas do vírus, precisam procurar um médico imediatamente para receber o tratamento adequado.
Procedimentos
Dr. Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista do Hospital Albert Einstein, explica qual procedimento deve ser adotado ao perceber os sintomas. “Se o paciente tiver contato com uma pessoa que seja portadora do vírus, ele deve tomar, sob prescrição médica, o fosfato de oseltamivir como prevenção, independentemente do diagnóstico”.
O infectologista informou, ainda, que os cuidados de prevenção para os pacientes com doenças onco-hematológicas são os mesmos para aqueles indivíduos que não possuem nenhum tipo de doença.
“Os pacientes portadores de doenças onco-hematológicas devem procurar atendimento médico, de preferência no centro onde se trata, aos primeiros sinais e sintomas. O médico é quem decidirá sobre a indicação da medicação. Ao entrar no ambulatório, o paciente deve solicitar máscara para minimizar o risco de contaminação a outros pacientes”, explica Dra. Ana Lúcia Cornacchioni – médica oncologista pediátrica do Instituto de Tratamento Contra o Câncer Infantil (ITACI) e coordenadora do Comitê Científico Médico da ABRALE.
Dr. Rodrigo Santucci, onco-hematologista da Hemomed Oncologia e Hematologia, recomenda que os pacientes com doenças onco-hematológicas evitem frequentar lugares com grande concentração de pessoas, como estações do metrô e estádios de futebol, e contato com quem viajou para fora do País.
Para os pacientes com talassemia – anemia crônica, que faz parte do grupo das hemoglobinopatias -, Dr. Giorgio Baldanzi, médico responsável pelo ambulatório de Hemoglobinopatias do HEMEPAR de Curitiba e membro do Comitê Científico da ABRASTA (Associação Brasileira de Talassemia), esclarece a importância de informar ser portador da doença na hora em que for consultado em caso de suspeita da Gripe A.
“Uma pessoa que tenha talassemia e sentir os sintomas da Gripe A tem que procurar o médico imediatamente e se identificar como portadora da doença. O paciente deve tomar (por orientação médica) o fosfato de oseltamivir nas primeiras 48 horas, após perceber os sintomas. O remédio agirá direto no vírus, que deixa de se multiplicar no organismo. Com isso, a doença não se desenvolve ou pode se desenvolver de maneira branda. Além disso, o paciente de talassemia que não tenha o baço, além de ingerir o fosfato de oseltamivir, deve receber antibióticos devido o risco de infecção bacteriana concomitante”, expõe Baldanzi.
Cuidados para se prevenir da doença, conforme orientações do Ministério da Saúde:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal; e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
O Ministério da Saúde também divulgou em seu site, no último dia 24 de julho, que baseado em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave, devem ser medicadas com fosfato de oseltamivir.
O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer), pessoas com obesidade mórbida e também doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme e talassemia.

Deixe seu Comentário

Leia Também

BRASIL
Inep disponibiliza gabaritos da reaplicação do Enem 2020
Programa Ilumina Pantanal, de energia renovável, beneficiará mais de 2 mil propriedades
FIM DO ISOLAMENTO
Programa Ilumina Pantanal, de energia renovável, beneficiará mais de 2 mil propriedades
Com lotes recebidos até agora, quase 30 mil douradenses serão '100% vacinados'
CORONAVÍRUS
Com lotes recebidos até agora, quase 30 mil douradenses serão '100% vacinados'
Tomado por cupins, teatro recebe bloqueio químico contra insetos
DOURADOS
Tomado por cupins, teatro recebe bloqueio químico contra insetos
OPORTUNIDADE
Frigorífico abre 22 vagas em MS para recém-formados; 11 delas em Dourados
DOURADOS
Funsaud tem despesas mensais quase R$ 3 milhões superiores às receitas
TRAGÉDIA
Colisão frontal entre caminhões deixa dois mortos
PANDEMIA
Dourados registra mais três mortes e se aproxima de 21 mil casos positivos de Covid
DOURADOS 
Homem é flagrado furtando fios de energia em residência na Vila Cuiabá
PANDEMIA 
Em dois dias, MS confirmou quase 1,6 mil novos casos de coronavírus

Mais Lidas

ACIDENTE
Veículo pega fogo ao colidir em coqueiro entre Dourados e Itaporã
PRÓXIMO AO TRANSBORDO
Nova 'cracolândia': comerciantes relatam medo e ameaças no centro de Dourados
DOURADOS
Jovem colide moto e embriagado tenta fugir do hospital, mas é detido
DOURADOS 
Preso após agredir esposa, homem é investigado por engravidar a própria filha adolescente