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Confira a Coluna Amplavisão 922, por Manoel Afonso

08 fevereiro 2013 - 11h04

‘POLÍTICA & FAMÍLIA’ Assisti ao filme ‘Lincoln’, que não é apresentado como herói tipo ‘Indiana Jones’, mas um presidente confuso, inseguro/ frágil nas relações com a mulher Mary, muito mais nova que ele para os padrões da época.

SPIELBERG mostra o drama familiar vivido por Lincoln, comum a todos os políticos, dividido entre os compromissos públicos e o papel de marido/pai. Aliás, essa questão angustiante do presidente foi ignorada pela crítica. Imperdoável.

O DRAMA de Lincoln: de um lado a espinhosa busca pelos votos para aprovar a emenda da Libertação dos Escravos; de outro a mulher implorando de joelhos pelo fim da guerra temendo perder outro filho - que acabou se alistando no Exercito.

OS DIÁLOGOS entre ele e a mulher impressionam. As figuras de ambos mostram a importância da mulher do político e seu comprometimento com o projeto pessoal de poder. Cenas que todos os políticos deveriam assistir, com certeza.

PORQUE? A questão familiar é mais afetada para quem milita na política. Quanto mais se sobe na hierarquia, menos tempo, menos presença e diálogo em casa. Na grande maioria dos casos a prioridade passa a ser o eleitor, o partido, enfim, o poder.

O PODER é efêmero, mas as sequelas da ausência do político no lar ficam. Quando se vê, os filhos cresceram sem afago de colo, sem tempo inclusive de guiá-los no caminho correto da vida. Esses desencontros quase sempre irrecuperáveis.

ESSES FILHOS nem sempre fazem a leitura certa da vida. Não se preparam para os embates que os aguardam. Como tudo passa na vida, quando acordam, normalmente é tarde; não há mais o pai ou o poder se esvaiu, acabou de vez.

MUDANÇAS? Não há como. A atividade política atrai os homens; massageia o ego deles graças a notoriedade que os diferencia dos demais na sociedade. Bem perto de cada um dos leitores é possível detectar o ‘fenômeno’. Basta olhar.

DESAFIO Um amigo ex-polítíco alerta para a dificuldade de separar a política do núcleo da família. O envolvimento familiar é consequência natural e a invasão a privacidade do lar do político por parte do eleitor abusado é cruel.

NO CASO de Lincoln há um vazio após sua morte. Sabe-se apenas da morte do filho menor Thomaz 3 anos depois. Não há depoimentos da viúva e do outro filho. Seria um risco de manchar a biografia dele, elevado à condição de intocável?

‘OUTRO LADO’ Lincoln não convenceu indecisos e adversários só com discursos. O fim da escravidão veio – 119 a 56 na Câmara – 38 a 6 no Senado – com barganhas e distribuição de cargos públicos. Diriam alguns: a causa era nobre, justificável!

O FILME mostra as articulações para a libertação dos escravos e o fim da Guerra da Secessão. Como a exibição coincidiu com as eleições do Senado/Câmara, a conclusão é inevitável: americanos e brasileiros são devotos de S. Francisco de Assis.

E AGORA? O secretário Chadid de Educação (capital) critica a eleição direta para diretores de escolas. A FETEMS protestou cobrando o compromisso do candidato, mas não foi acompanhada pelos vereadores e deputados petistas. ‘ Estranho’.

IMPRESSIONAM as lacunas na administração da capital. Várias setores estão sendo prejudicados por falta de novos diretores em substituição aos que saíram. Reina uma mistura de dúvida, desânimo e temor pela falta de planejamento técnico.

BERNAL Sem grupo político, equipe e projetos, tenta maquiar essa fragilidade com a reiteração do discurso de campanha. A escolha de ‘notáveis’ nem sempre funciona na administração pública. Os desencontros são visíveis: o rei está ficando nu.

SIM OU NÃO? Posta a candidatura de Delcidio, cresce a cobrança por articulações no Parque dos Poderes. Mas decisões tomadas de afogadilho acabam quase sempre em resultados desastrosos. Ora! Os mineiros nunca perderam com sua cautela.

PRIMEIRO André terá que decidir seu destino: aposenta ou tenta o senado? Decisão que foge ao aspecto da pessoalidade, envolvendo a família e compromissos partidários que começaram lá no início de sua caminhada. Exige muita reflexão.

SEGUNDO será preciso aferir as pesquisas mostrando o cenário eleitoral em todo o Estado e quais nomes são efetivamente lembrados pelo eleitor. Uma pesquisa completa e sem manipulações é instrumento imprescindível para futuras decisões.

HIPÓTESES não faltam! Mas os petistas vem admitindo e defendendo até um acerto com o PMDB por razões notórias. As vagas de vice e senado incluídas nas articulações para contemplar André, Simone ou Nelsinho.Um jogo de xadrez.

CONCRETIZADO esse entendimento, Azambuja não teria lugar na chapa. Reagiria tentando viabilizar sua candidatura ao Governo com discurso de oposição/renovação? Haveria espaço suficiente para atrair eleitores anti-PT e anti-PMDB?

PROSPERA também a tese da candidatura de Delcídio e Azambuja ao senado. Milita contra: a posição de Zeca, a candidatura tucana ao Planalto e as posições adversas do PT e PSDB nas questões fundiárias e indígenas locais. Passíveis de solução?

ARREMATE Azambuja reitera: fica no partido. Gostou do teste das urnas na capital e segue aberto conversando com todos, como fazem os políticos. Mas há uma eleição presidencial à caminho onde o PSDB é personagem importante. Daí...

“O casamento não é o paraíso, nem o inferno – é apenas o purgatório”. ( Lincoln)


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