Garagem de casa é lugar para guardar carro, certo? Errado quando falamos da casa do Paulo Amaro Ferreira, que já é figura conhecida por muitos em Dourados como “Fi de Preto”. Onde ele mora, varanda é lugar de restaurante. Uma grata surpresa que tem levado douradenses de todos os cantos da cidade ao bairro BNH 4º Plano para tomar caldos, comer pirão, puchero, espetinho e até cachorro quente no prato.
O apelido “Fi de Preto” leva desde o tempo em que era bombeiro, profissão da qual se aposentou.
“A gente tem receio de quem não conhece achar que é preconceito, mas não é. Esse apelido foi ele mesmo quem se deu e todo mundo conhece ele assim, desde o tempo de bombeiro. Estou pensando até em colocar uma plaquinha na frente indicando que é o restaurante do ‘Fi de Preto’ porque muita gente passa aqui achando que é esse o nome e acaba não parando”, conta ela Pollyanna Rebeque Ferreira, filha e sócia do pai no restaurante que tem o nome sugestivo “Delícias em Família”, que é bem o que a gente encontra no local.
Ferreira já era popular no 4º plano e em alguns outros bairros por fazer em casa, iguarias sob encomenda. Pollyanna – que sempre curtiu uma boa culinária – estava decidida a abrir um negócio próprio, pensou então em unir as habilidades já conhecidas do pai, com seu propósito. O resultado: restaurante na varanda de casa – e que também ocupa parte de um antigo barracão nos fundos -, sempre com muitos clientes atrás do tempero da comida.
Tudo, de fato, feito em família. A mãe e os primos da Pollyanna são os que ajudam o local a funcionar. No começo, eles montaram um jeito próprio de administrar o restaurante e aos poucos vão aperfeiçoando as atividades. Antes precisava de cinco pessoas para garantir o funcionamento, hoje já são em oito.
MAS, E O CARDÁPIO?
No cardápio, só coisa gostosa e caseira. Os caldos são os que mais chamam a atenção. Tem de feijão, mocotó e peixe, por exemplo. O segredo? Os ingredientes são todos fresquinhos. “Não usamos produtos congelados, compramos tudo no dia e fazemos na hora. É fresquinho e faz bem para a saúde”, conta ela, que já gostava de cozinhar e foi aprendendo com o pai no restaurante a aperfeiçoar os dotes.
Os sabores não são os mesmos todos os dias. São vendidos cada dia um ou dois tipos diferentes. O restaurante foi montado com a ideia de vender bons caldos, o que os donos não imaginavam é que havia um público carente por este produto na cidade. A busca desse prato com preços acessíveis – custa R$ 6, pelo menos a metade do praticado no mercado – leva gente da cidade toda, desde os bairros próximos ao Estádio Fredis Saldivar, o Douradão, até moradores do Parque Alvorada, que fica “do outro lado da cidade”.
São vendidos, em média, de 40 a 50 cumbucas de caldo por noite. Mas, já teve dia de muito frio que saiu 100 litros de caldo em apenas uma hora e meia. Tem gente que come no local e tem aqueles que pedem por encomenda, para levar para casa.
No restaurante ainda é possível comer aqueles pratos que geralmente a gente só vê em festa grande: pucheiro e pirão, especialidades do ‘Fi de Preto’. Alguns dos segredos do puchero, Pollyanna revelou. Estão em bater bastante a mandioca para engrossar o caldo (não deixar solta) e fazer sem osso. “A gente faz com osso para encomenda, servimos aqui sem osso e o pessoal prefere mais”, conta ela. Estes são servidos com arroz e outros acompanhamentos.
Os pratos são uma boa pedida nesse final de inverno, quando as noites ainda estão fresquinhas. O restaurante fica na Rua Arapongas, 1.015.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Homem é preso por descumprir medidas protetivas e perseguir a ex

Nunes Marques é eleito presidente do TSE pelos próximos dois anos

Idoso condenado por mostrar genitália a criança de dois anos é preso

Relator apresenta parecer favorável à indicação de Jorge Messias

Enquanto voltava do trabalho, jovem é esfaqueada pelo ex-esposo

Turismo de MS destaca inovação e cultura na WTM Latin America

Preso suspeito de atropelar crianças que brincavam em frente casa

CPI rejeita indiciamento de Toffoli, Moraes, Gilmar e Gonet

Morador encontra ossada humana enquanto colhia madeira

Confira as dezenas sorteadas do concurso 2.996 da Mega-Sena
Mais Lidas

Calendário de licenciamento é alterado em MS; veja como fica

Idosa é enganada por falso prêmio e descobre empréstimos de R$ 1,8 mil em Dourados

Previsão de ventos de até 60 km/h colocam Dourados em alerta para chuvas intensas

Ambiente familiar é ponto forte de restaurante