Pastel, espetinho, yakisoba, frango assado, garapa, tapioca, pamonha. Só de ler essas palavras todas juntas, já dá para sentir aquele cheirinho de comida de feira. E o sabor? Parece até diferente quando a gente come ao livre sentado debaixo das barraquinhas. Para quem aprecia um ambiente simples e de comida saborosa, sem dúvidas a tradicional Feira Livre da rua Cuiabá em Dourados é aquele lugar gostoso para dar um ‘pause’ na dieta e partir para a comilança.
Há 15 anos João Mariano Junior oferece tudo o que há de mais tradicional para almoçar, jantar e até fazer aquele lanchinho na feira, em sua Pastelaria e Sobaria Nippon que já é até famosa no local. “Tenho clientes aqui que vem todo sábado almoçar e jantar na feira”, conta o feirante.
Junior conta que quando comprou a pastelaria o cardápio já veio junto. Pastel, sobá, yakisoba, bisteca na chapa e espetinhos estão na lista das iguarias. O que ele foi fazendo ao longo dos anos, foi manter os itens tradicionais sempre buscando melhorar a qualidade dos produtos e acrescentando sabores.
Os já populares pastéis de carne e queijo se mantém, mas aos poucos dividem espaço com aqueles novatos de recheios inusitados como bacalhau, tilápia, cachorro quente e até pastel de ‘vento’. Durante o final de semana, por exemplo, ele vende uma média de 400 a 500 pastéis na feira.
O tempero que deixa tudo mais gostoso? “Esse é segredo, não posso contar”, diz ele sorrindo. Tudo o que é feito no local tem um segredinho e apenas um deles Junior deixou escapar: a massa do macarrão usado no yakisoba e no sobá é caseira, feita ali mesmo na sobaria. Só que a receita ele não passa.
AQUELA GARAPA
Marino Escavassini também tem seus segredos para oferecer, o que na opinião dele mesmo – sem falsa modéstia –, é a melhor garapa da feira. “Se você tirar uma foto minha para colocar no jornal, o pessoal já vai falar ‘é dele mesmo que eu tomo garapa’”, conta.
Escavassini trabalha como garapeiro há 22 anos na feira da rua Cuiabá. Segundo ele, a garantia de uma boa garapa está numa cana-de-açúcar bem docinha, “toda limpinha e bem rapada”. Ele descasca usando facões de diversos tamanhos, descascador manual e elétrico.
Depois da cana bem rapada, é só passar na máquina de moagem e adicionar abacaxi ou limão. “O abacaxi havaí é que é o melhor com garapa e o limão o taiti ou galego”, disse ele que cultiva o limão em casa.
O feirante trabalhava também em outros pontos da cidade, mas desde que a esposa faleceu há nove meses preferiu vender sua garapa só na rua Cuiabá. Ele convive com a saudade da companheira. “Agora eu cuido aqui sozinho, ela me ajudava muito”, disse ele.
O recorde de vendas num final de semana foi de 33 garrafas de dois litros todas cheias com o caldo de cana. “Tem dias que eu paro de vender porque acaba a cana, mas ainda tem cliente chegando para pedir”, disse ele. O feirante garante que o diferencial está no bom atendimento. "Tem que ter simpatia, se não o cliente vai embora e não volta mais”, conta ele.

O FRANGO ASSADO
A clientela da feira é mesmo bastante diversificada. Nesse local, pessoas das mais diversas classes sociais se encontram e também vindas dos lugares mais diferentes. Na feira, salto alto, chinelo, maquiagem e “cara lavada” se misturam. “Quando tem festas grandes, principalmente tipo a Royal, Haras Weekend, vem um monte de gente para cá depois da balada comer frango assado”, conta João Henrique Cardoso Viana, gerente da Pastelaria Central, que atrai muitos clientes à feira.
A máquina de assar que fica com aquele “frangão” girando bem suculento é uma atração à parte. Dificilmente na hora que dá fome, alguém resista a comer um pedacinho. “A gente vende tanto para as pessoas levarem para a casa, quanto para comer aqui e tem os acompanhamentos, como mandioca, vinagrete, arroz”, conta ele.
Só em frango assado recheado com farofa, a barraquinha vende uma média de 100 unidades por final de semana. Além dessa iguaria, eles ainda trabalham com pastéis, yakisoba, Yakimeshi e sobá.
ONDE TEM FEIRA?
A Feira Livre da rua Cuiabá funciona sábado a partir das 10h até por volta de 00h. No domingo, o atendimento é mais cedo, a partir das 7h até 12h é possível encontrar coisas gostosas para levar ou para comer lá.
Durante a semana, também há feiras menores com opções gastronômicas em mais pontos da cidade, como no BNH 1º Plano e outra no bairro Parque Alvorada. Elas funcionam na quarta e na quinta-feira, respectivamente.

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