Menu
Busca segunda, 06 de abril de 2020
(67) 9860-3221
COMER BEM

Alimentação ajuda mesmo na imunidade? Entenda o que funciona

24 março 2020 - 11h11Por Uol

Quando pensamos em reforçar a imunidade, imediatamente vem à mente a necessidade de turbinar a alimentação. Mas essa associação é correta? De fato, as vitaminas e sais minerais encontradas nos mais variados tipos de alimentos são fundamentais para o equilíbrio e manutenção da saúde do corpo.

E quando falamos em infecções (bacterianas ou virais) devemos estar com nosso sistema imunológico funcionando muito bem. E é nesse sentido que a nutrição pode auxiliar no controle do coronavírus.

Mas entenda bem, isso não quer dizer que manter uma boa alimentação e ter hábitos saudáveis, como dormir bem e praticar atividade física, vai te deixar 100% imune ao vírus.

Mas, se estamos com nossas defesas em dia, consequentemente estaremos "mais protegidos". "O sistema imune tem que estar fortalecido para combater o vírus, por isso é fundamental manter uma alimentação saudável e balanceada, que supra todas as necessidades do corpo no momento, para evitar a evolução da infecção para formas mais graves da doença e diminuir a letalidade do vírus", completa Ingvar Ludwig, infectologista da BP - Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo o especialista, ainda não há nenhuma alimentação específica que ajude no combate à doença, mas quando nos alimentamos bem, estamos fortalecendo nosso organismo para que ele, junto aos medicamentos "lute e vença" a doença, caso a pessoa seja infectada.

Nunca teve uma alimentação saudável? A hora é agora. Se você não tinha hábitos saudáveis até ontem, pode começar a partir de agora. No geral, os benefícios de uma boa nutrição aparecem a longo prazo, porém, os especialistas afirmam que algumas mudanças metabólicas ocorrem em apenas um dia. Portanto, hoje é um bom dia para começar a melhorar o cardápio.

Também é importante ressaltar que quando nos alimentamos da maneira adequada não é necessário acrescentar nenhum tipo de suplemento —exceto com prescrição médica ou por recomendação de um nutricionista — mediante necessidade e análises clínicas (exames laboratoriais). Saúde intestinal é fundamental um dos órgãos mais importantes nesse contexto é o intestino, isso porque ele funciona como um filtro selecionando o que fica e o que sai do organismo.

Caso haja algum problema no órgão, substâncias tóxicas podem permanecer no corpo, trazendo consequências para a imunidade. No intestino, nós temos as bactérias da microbiota intestinal. Elas se alimentam dos alimentos ingeridos, se multiplicam e produzem mais nutrientes para a absorção.

Além disso, a microbiota protege as células epiteliais do intestino, não permitindo a invasão de bactérias patogênicas —que pode oferecer alguma infecção.

Quando se fala em "bactérias do bem" é importante citar os probióticos, que são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, aderem à mucosa intestinal e colonizam o intestino.

Outro nutriente que pode ser consumido é a glutamina, a qual tem a função de manter a permeabilidade intestinal, tendo com resposta uma melhor absorção dos nutrientes. Por fim, para ajudar o intestino a funcionar adequadamente, a ingestão de água é indispensável.

Nutrientes que vale a pena priorizar

Consumir alimentos naturais (descancando mais e desembalando menos) é importante, já que eles possuem um alto valor de nutrientes por conter vitaminas e minerais, além de funções oxidantes e anti-inflamatórias, que favorecem positivamente a saúde, e consequentemente, o sistema imunológico.

Os principais nutrientes que auxiliam na saúde do sistema imunológico são: Vitamina C, Vitamina D, Vitamina E, Ácido fólico, Carotenoides, Zinco, Selênio. A quantidade de ingestão recomendada varia de acordo com as características de cada pessoa. No entanto, os especialistas sugerem a ingestão de frutas diárias, de 3 a 5 porções de 100 gramas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda consumo de, no mínimo, 400 gramas de frutas, verduras e legumes diariamente.

Saiba mais sobre cada um deles:

1. Vitamina C

A vitamina C não é produzida pelo organismo, portanto deve ser ingerida através da alimentação. Esse nutriente é um potente antioxidante que regenera os tecidos. É também um ótimo protetor contra as doenças, em especial as virais, atuando na manutenção dos linfócitos - que são responsáveis pela imunidade viral, por atuarem na regeneração celular e na manutenção de pele e mucosas.

Ela previne gripes e resfriados por estimular a ação de anticorpos e das células de defesa. Além disso, o consumo da vitamina diminui as chances de infecções pulmonares e aliviam os sintomas de influenza com mais rapidez.

A vitamina C pode ser encontrada em frutas como limão, tangerina, laranja, acerola, caju, morango e tomate. Além disso, também é possível encontrá-la em vegetais como repolho e em hortaliças como o pimentão.

2. Carotenoides

Carotenoides são compostos responsáveis pela pigmentação amarela, laranja e vermelha dos alimentos. Ele tem ação anti-inflamatória, o que fortalece o sistema imunológico. Porém, assim como a vitamina C, os carotenóides devem ser adquiridos pela alimentação. "É possível saber que um alimento possui carotenóides até mesmo visualmente, por conta da coloração. Sendo assim, é preciso incluir vegetais e frutos amarelos, alaranjados, vermelhos e verdes escuros, tais como: damasco, manga, cenoura, abóbora, tomate, frutas vermelhas, brócolis e couve", recomenda a nutricionista Mônica Symphoroso.

3. Vitamina E

Por prevenir o envelhecimento das células e consequentemente, retardar os danos dos radicais livres, a vitamina E estimula o sistema imune. Além disso, a substância também tem ação anti-inflamatória, impede a agregação plaquetária e potencializa a atuação dos leucócitos (ou glóbulos brancos, que são as células responsáveis por defender o organismo contra infecções, doenças, alergias e resfriados, sendo parte da imunidade de cada pessoa). Em caso de deficiência da vitamina, o organismo fica mais suscetível para contrair infecções. Para incluir a vitamina E na alimentação podemos investir em gérmen de trigo, azeite de oliva, abacate, oleaginosas (castanhas, amêndoas e nozes), gema de ovo e grãos.

4. Ácido fólico

O ácido fólico tem uma responsabilidade bem específica --o de produzir e restaurar o DNA, que impacta na proteção da imunidade. Sendo assim, os linfócitos são os mais prejudicados quando os níveis de ácido fólico estão baixos. A deficiência de folato diminui a resposta dos glóbulos brancos contra agentes estranhos no corpo e afeta a produção de anticorpos. Isso pode levar ao agravamento de doenças. Para adicionar o ácido fólico na dieta, recomenda-se o consumo de alimentos como vegetais verde escuros (agrião, couve e brócolis) e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha).

5. Zinco

O zinco é um nutriente mineral encontrado em todo o nosso corpo que tem um papel importante no sistema imunológico. Junto com o manganês, ele diminui a incidência de infecção. No entanto, ele não é armazenado pelo corpo, por isso é preciso manter os níveis adequados através da alimentação. Ele pode ser encontrado em frutos do mar como ostras, caranguejo e lagosta, carnes vermelhas e aves, grãos como lentilha e feijão, sementes, castanhas, leite e derivados.

6. Selênio

O selênio é um ótimo antioxidante que também fortalece o sistema imune. Ele é encontrado em grande quantidade na castanha-do-pará. Porém, se ingerida em grande quantidade pode ser tóxica. A recomendação para ingestão diária é de duas castanhas.

Fontes: Ingvar Ludwig, infectologista da BP - Beneficência Portuguesa de São Paulo; Edson Credidio; médico nutrólogo, clínico geral e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Sérgio Marchini, nutrólogo e professor titular do Departamento de Clínica Médica de Nutrologia, da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo); Semíramis Martins Álvares Domene, professora associada Livre-Docente do curso de nutrição da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo); Mônica Symphoroso, nutricionista do O Equilíbrio Total Nutri; Marina Fontana, nutricionista, mestre em Ciências da Nutrição pela Unicamp; Edvânia Soares, nutricionista da Estima Nutrição; Ana Luísa Vilela, nutróloga da Clínica Slim Form.

Leia Também

BRASIL
GM propõe redução de salários em São José dos Campos
DOURADOS
Dois homens são executados por dupla de moto no Jardim Carisma
ESTADO
Justiça Eleitoral dá início às sessões de julgamento por videoconferência
ESPORTES
Saiba como se exercitar em casa durante a quarentena
RESTRIÇÕES
Comércio da capital volta a funcionar na segunda-feira
BRASIL
Rio terá turnos de trabalho para não lotar transporte público
PREVENÇÃO
Direção Viva alerta sobre importância de higienizar veículos automotores como prevenção contra o Coronavírus
STF
Ministro julga inviável ação do PDT contra suspensão de prazos do Enem 2020
CULTURA
CCBB Educativo disponibiliza acervo digital de arte-educação
BRASIL
Combate à pandemia mobiliza voluntários em diversas frentes

Mais Lidas

CORONAVÍRUS
Dourados registra mais dois casos de Covid-19 e MS tem 60 confirmações
ISOLAMENTO
Em 24 horas, apenas uma cidade de MS aparece vermelha no monitoramento do Governo
CORONAVÍRUS
Durante fiscalização, Guarda prende nove pessoas e notifica 60 comércios em Dourados
SUMIÇO
Família procura por jovem que está desaparecida desde a última quarta-feira