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As Drogas e a VOZ, por Ademir G. Baena

11 março 2013 - 14h17










Desde os primórdios tempos, a comunicação tem sido importante, pois ela congrega povos, idéias e ideais. Hoje, mais do que nunca a comunicação ganha uma importância fundamental, pois o homem é um ser social, e da mesma forma que o organismo requer água e alimento para sua sobrevivência, o homem necessita da comunicação, e a voz é o meio essencial que possibilita esta interação.


Desse modo, a voz humana, apesar de sua beleza e aprimoramento, é uma função adaptada e, como tal, depende da integridade e equilíbrio de estrutura do trato vocal.


A voz é uma das extensões mais fortes da nossa personalidade, nosso sentido de inter-relação na comunicação interpessoal, um meio essencial de alcançar o outro.


Comunicar emoções é um dos eventos mais importantes do ser humano, a base de nossa sobrevivência psicológica e social, e nossa voz é seu principal portador.




Em determinadas profissões, a voz representa um dos principais instrumentos de trabalho e, para tanto necessita de carinho e cuidados especiais, e o uso das drogas traz sérias conseqüências e danos a nossa voz.


O uso do cigarro, além de nocivo a saúde, é altamente prejudicial para o trato vocal. A fumaça quente do cigarro agride todo o sistema respiratório e principalmente as Pregas Vocais, podendo causar irritação, edemas em pregas vocais e proporcionar o aumento da secreção, além de outros tipos de infecções. Todas estas alterações podem aparecer isoladamente ou associadas dependendo da reação de cada organismo. Sabemos por exemplo que o fumo é considerando uma das maiores causas de câncer na laringe e no pulmão. O individuo não fumante que fica exposto à fumaça do cigarro pode também apresentar alterações e, portanto, não fumar em ambientes fechados é uma questão de respeito à saúde do outro.


Álcool: o consumo de álcool causa irritação em todo o trato vocal semelhante à produzida pelo cigarro, porém com uma ação principal de imunodepressão, ou seja, redução nas defesas do organismo. Além disto, o etilismo age no sistema nervoso central, interferindo no controle vocal e articulatório, causando a fala típica do ébrio, com entonações alteradas e articulações imprecisas. Aparentemente, uma pequena dose de bebida alcoólica, inicialmente provoca a sensação de uma melhora da voz, em decorrência de uma inicial liberação do controle cortical (do cérebro) associada à anestesia da região da faringe.


Esta anestesia reduz a sensibilidade, permitindo que vários abusos vocais sejam cometidos sem serem percebidos. As conseqüências desses abusos só serão evidentes após o efeito da bebida, tais como ardor, queimação e voz rouca e fraca.



As bebidas destiladas (vodca, pinga, uísque e conhaque) são consideradas piores para a saúde vocal do que as bebidas fermentadas (cerveja, vinho, champanhe), mas os efeitos dependem da quantidade de bebida consumida. O efeito do tabaco e álcool triplica a probabilidade de câncer de laringe.


Drogas: O uso de drogas inalatórias ou injetáveis tem ação direta sobre a laringe e a voz, além dos inúmeros efeitos nocivos conhecidos tais como alterações cardiovasculares e neurológicas.


O consumo da maconha é extremamente lesiva, irritando a mucosa do trato vocal, não somente pela agressão do fumo, mas também pelas toxinas da queima do papel no qual a erva é enrolada, além disso, o próprio ato de fumar apertando o cigarro com os dedos e entre os dentes provoca uma enorme elevação da temperatura do trato vocal: a fumaça entra muito quente na região laríngea, e muitas vezes, ademais, as pessoas retêm a fumaça na garganta. Esta maneira de fumar, associada às alterações neurológicas e cardiovasculares, pode produzir: estado de sonolência, hipoglicemia reativa, imprecisão articulatória, alterações no ritmo e na fluência da fala, extrema secura do trato vocal, aumento o pigarreio e voz agravada e pastosa.


Cocaína: A aspiração de cocaína em pó pode lesar diretamente a mucosa de qualquer região do trato vocal, e é comum observarmos perfurações no septo nasal e ulcerações na região mucosa das pregas vocais. A cocaína também provoca alterações de ordem neurológica e cardiovascular (vasoconstrição): taquicardia, enrijecimento da musculatura que envolve a articulação têmporo-mandibular, além de problemas na articulação dos sons da fala e alterações no ritmo e na fluência da comunicação.


A cocaína injetável provoca hipotonia muscular (fraqueza) e especificamente no que diz respeito à voz, produz-se fadiga vocal, voz agudizada, hipernasal e dificuldade de manter uma comunicação adequada e eficiente, particularmente no uso profissional da voz.







(*)Ademir G. Baena - Fonoaudiólogo - Especialista em Voz

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