Belas colunas de mármore misturadas a um mobiliário colorido, moderno e descontraído. Assim é o co-working Maria Paula, que ocupa três andares do edifício dos anos 1940, que leva o mesmo nome. O projeto foi orquestrado pelo escritório IBD Arquitetura e Interiores em apenas dois meses.
Quando receberam o desafio, os arquitetos Bruna Turquiai e Ítalo Priore, e a designer de interiores Daniele Capo, tinham apenas uma certeza: os elementos suntuosos da construção, como a fartura de mármore, o pé-direito alto, portas e esquadrias deveriam ser mantidas. E foi exatamente o que fizeram.
O primeiro andar ficou reservado para uma área comum. Por ali, duas grandes salas podem abrigar uma reunião, acomodar pessoas que estão aguardando ou até abrigar uma sessão de cinema, já que no último andar funciona a ZOE, uma produtora de filmes.
Os profissionais reaproveitaram móveis que o proprietário do imóvel já tinha, como o aparador de madeira e o tapete, que foi recortado para atender às duas salas. Eles se misturam às clássicas cadeiras Barcelona e ao mobiliário azul, que se transforma em banco, apoio para notebook, aparador e prateleira, criado pelos profissionais.
Salas identificadas por cores
No segundo andar, as três salas ganharam cores – verde, amarela e azul – para facilitar a identificação. O mobiliário descontraído garante o conforto e a privacidadede quem escolhe trabalhar por ali. Os nichos foram feitos com aglomerados de baixo custo e visual rústico. Exatamente o que buscava o trio de profissionais.
No último andar está localizada a produtora Zoe Films. E a renovação dessa parte do projeto aconteceu, acredite, em apenas uma semana. Como o elevador não chega até lá, Ítalo, Bruna e Daniele começaram a pensar no projeto desde a escada. Além de pintar as paredes de preto, eles projetaram uma fita de LED no corrimão para criar um efeito de iluminação curioso. No alto dos degraus, um grafite feito pelo artista Cadu Mendonça dá às boas vindas aos visitantes.
Rapidez e baixo custo
Como o desejo dos proprietários era rapidez e baixo custo, o trio teve de aproveitar muita coisa. Para começar, a parede da entrada foi revestida com madeiras de paletes e caixas de feiras, que recebeu a cobertura de um verniz mais escuro para parecer madeira de demolição. O móvel preto com três gavetas e o espelho que levam o logotipo da empresa estavam esquecidos pela obra. Foram recuperados para fazer parte do projeto. É não é que se encaixaram como uma luva por ali?
Deixe seu Comentário
Leia Também

Estudo do Ipea aponta poucos indígenas liderando grupos de pesquisa

Vai à sanção mais rigor para preso que mantiver ameaças contra mulher

Corpo de Bombeiros verifica possível vazamento de produto químico e posto

Mais de 3,4 mil hospedagens já atuam com nova Ficha Digital de Hóspedes, de acordo com Ministério

Na Alemanha, Lula defende parceria com Europa na descarbonização

Reconhecimento do circo como manifestação cultural vai à sanção

Homem é preso em flagrante após incendiar residência de companheira

Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais

Réus são condenados a 1,2 mil anos por chacina contra família no DF

Dourados ultrapassa 5 mil casos de chikungunya e tem 8 mortes, com 2 em investigação
Mais Lidas

Vereador cobra medidas urgentes contra circulação de veículos elétricos guiados por menores

Prefeitura divulga lista de famílias pré-selecionadas para o "Minha Casa, Minha Vida"

Homem morre ao ficar com a cabeça presa em portão de residência

O primeiro andar foi reservado para a área comum. Por lá, as colunas de mármore se misturam a objetos garimpados, a mesa de centro multiúso, desenhado pelos profissionais e às clássicas cadeiras Barcelona para MiCasa (Foto: Sidney Doll/Divulgação)