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ARQUITETURA

Decoração pode driblar crises alérgicas típicas da primavera

19 novembro 2015 - 09h55

A primavera é associada às flores, à beleza, à renovação. Mas, para os alérgicos, ela também pode significar um período de crises, espirros e dores de cabeça. A polinização das flores, além da alternância entre dias chuvosos e outros muito secos, deixam as condições do ambiente mais propícias aos problemas das vias respiratórias, segundo o pneumologista João Geraldo Simões Houly, do hospital paulistano Santa Paula.

Apesar disso, alguns cuidados na hora de decorar a casa dos alérgicos podem diminuir as chances de crise. Mas, afinal, como fazer a decoração ser bonita e ao mesmo tempo funcional para os que não suportam poeira e ácaros?

Para a arquiteta Arabella Galvão, o mais importante é a escolha dos materiais de móveis e objetos. Para ela, o ideal é escolher os tecidos lisos e laváveis. “É quase impossível evitar o pó, por isso, facilitar a limpeza é o melhor caminho”, justifica.

No caso de móveis que não são de tecido, a arquiteta lembra que já existem técnicas de fabricação de chapas de MDF ou MDP (placas de fibra de madeira) com revestimentos que inibem a proliferação de fungos e bactérias. “Não se elimina a necessidade de limpeza dos móveis, mas essa limpeza acaba sendo mais eficaz e duradoura, o que é uma vantagem para o caso de alérgicos”, pondera.

Cortinas

Segundo Arabella, as cortinas devem ser preferencialmente leves, para facilitar a lavagem frequente. “Pode-se usar um dispositivo de fixação móvel como o trilho suíço, com rodízio de presilhas que facilitam a retirada”, sugere. Mas, por causa do tamanho dessas peças, Ricardo Monteiro, gerente de uma lavanderia, alerta que às vezes é necessário levá-las a uma empresa especializada em lavagens.

“Tecidos grandes impedem a lavagem normal na máquina doméstica, podendo causar a quebra do equipamento”, afirma Monteiro. Ele recomenda que as cortinas sejam limpas com o aspirador de pó, nos momentos normais de higienização da casa, e a cada seis meses sejam levadas à lavanderia. O processo nesses estabelecimentos proporciona uma secagem mais completa do que a obtida quando a peça é estendida no varal, além de evitar que o sol desbote os tecidos.

Por praticidade, Arabella comenta que muitas pessoas preferem as persianas às cortinas comuns. Mas a arquiteta lembra que esse tipo de utensílio deve ser limpo todos os dias, e que muitas vezes acumula mais pó, o que é ruim para os alérgicos. Além disso, as persianas horizontais devem ser higienizadas aleta por aleta, “o que é muito chato”. A persiana vertical, que por outro lado é mais fácil de limpar, “dá um visual muito comercial, sendo desaconselhável usá-las em dormitórios”.

Tapetes

A sugestão da arquiteta para os tapetes é escolher os de trama fechada, sem pelos, o que além de facilitar a limpeza diminui o acúmulo de poeira. Para os espaços das crianças, pode-se optar pelos modelos em EVA, que além de fáceis de lavar dão um colorido especial para o canto dos pequenos.

A limpeza, da mesma forma que com as cortinas, é feita regularmente com o aspirador, mas não é aconselhável usar a máquina de lavar, de acordo com Monteiro. Além do peso dos acessórios, o excesso de sujeira acumulado pela exposição constante é outro fator que faz dos tapetes mais indicados para as lavanderias. Outro aspecto a ser levado em consideração é a secagem, que quando feita ao sol costuma demorar e pode levar ao aparecimento de manchas, bolores e odores.

Almofadas e colchas

No caso das almofadas, a recomendação de Monteiro segue sendo o aspirador, além de lavagens sem periodicidade fixa, apenas de acordo com a quantidade de sujeira acumulada. Já as colchas, segundo o gerente da lavanderia, merecem limpeza especial a cada dois ou três meses. Em ambos os casos, ele alerta que a secagem inadequada pode gerar mofo, machas, odores e até ferrugem. Monteiro acrescenta, ainda, que as colchas devem ser trocadas com frequência.

Outras dicas

– Alérgicos podem utilizar impermeabilizantes nos sofás, para diminuir o acúmulo de poeira entre as fibras do tecido, já que o revestimento não pode ser tirado para lavagem;

– Mau cheiro e bolor, segundo Monteiro, sempre saem em lavagens especializadas, ainda que às vezes seja necessário realizar o processo mais de uma vez;

– Em locais com muita umidade, pode-se usar produtos antimofo, que vêm em potes e em opções com ou sem aromatizador, para evitar o aparecimento de mofo ou odores nos itens guardados;

– Sempre que possível, peças pouco usadas devem ser colocadas em ambientes arejados, mas sem luz solar direta, para respirar.

 

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