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DECORAÇÃO

Décor ganha simetria, materiais naturais e peças de design

05 fevereiro 2016 - 15h45

As flores ganham ainda mais valor quando se conhece a assistente social Bela Berland, 66 anos. Ela corta os caules, reúne os personagens principais – orquídeas, rosas, hortênsias – e o arranjo floresce com a força e o esplendor de suas narrativas. Moradora do bairro de Higienópolis, Bela quis repaginar a decoração do apartamento de 426 m² em que vive há 25 anos, no Edifício Helenita, prédio projetado pelo arquiteto e designer polonês Jorge Zalszupin em 1962. “Tinha móveis de época antigos e pesados. Os filhos cresceram e, por fim, o sofá claro, sem manchas de cachorro-quente, tornou-se possível”, diz, em tom de brincadeira, entre uma
garfada e outra de bolo pão de ló servido com café preto durante a entrevista.

A vontade de atualizar o imóvel coincidiu com a nova fase de vida da filha, a designer de interiores Daniela Berland Cianciaruso, 40 anos. Há dois anos, ela deixou a carreira de executiva de marketing para se dedicar ao design de interiores. Associou-se ao arquiteto Ricardo Caminada e os dois fundaram o escritório Díptico. O projeto da mãe despontou entre os primeiros feitos a quatro mãos.

Conhecedora do cenário em que passou a adolescência e dos gostos da mãe, Daniela e o sócio propuseram a mudança completa do mobiliário. Eles substituíram os ambientes fragmentados em pequenas salas por um living único de 80 m², com ampla circulação e pé-direito de 3,15 m. O princípio adotado para decorar foi simetria: dois sofás de 3,50 m de comprimento servem de eixo para o restante do mobiliário predominantemente brasileiro, como as poltronas Mole, de Sergio Rodrigues.

Os acabamentos em tons naturais, da palhinha à madeira freijó, dão destaque às obras de arte e peças adquiridas em viagens. Um exemplo são as estampas das almofadas, feitas a partir de tecidos comprados na África.

A sala de TV e o quarto do casal também mereceram nova roupagem, passando a expor arte mineira, design italiano e lembranças de 43 anos de casamento. “Quer a receita para tanto tempo juntos? Não tem, querida”, brinca dona Bela. Talvez seja cultivar o amor da família com o zelo de quem cuida de delicadas orquídeas.

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