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ARQUITETURA & DESING

Cores fortes na decoração: 5 dicas para utilizar sem erro

02 agosto 2021 - 06h00Por MSN

Quando se fala em cores fortes e vibrantes na decoração de interiores, vem à tona também a preocupação sobre exageros ou possíveis erros na combinação. Imagina mudar um ambiente ou até mesmo a casa toda para uma decoração vibrante e só depois descobrir que não é exatamente seu estilo? 

Renan Soares/Casa.com.br A explosão de cores presentes nos elementos escolhidos pelas arquitetas Bianca Atalla e Fernanda Mendonça, do Oliva Arquitetura, deixaram a sala, com base neutra e amadeirado claro, ainda mais estilosa e personalizada. Poltronas vermelhas, quadros, manta e o verde natural das plantas proporcionaram alegria e leveza. 

Beazy/Unsplash 

As dúvidas são, de fato, pertinentes: ‘é possível combinar cores diversas sem sobrecarregar o ambiente ou o melhor é praticar o tom sobre tom?’; ‘tons escuros sempre diminuem os cômodos?’, entre outras questões, pairam na mente daqueles que gostam de cores mais intensas, porém alegam medo de exagerar na dose. 

A verdade é que não existe uma regra rígida para orientar o processo. “O primeiro passo é entender que as cores despertam sensações, conforme é explicado pela psicologia das cores.” explica a arquiteta Fernanda Mendonça, sócia do Oliva Arquitetura ao lado de Bianca Atalla. 

 Devon Janse van Rensburg/Unsplash 

“Por isso, na hora da seleção para o projeto, sempre buscamos o significado de cada uma delas. O caminho é optar por aquelas que fazem sentido com a intenção do morador para com o cômodo, aliado ao gosto pessoal”,

Para tornar a escolha mais simples, as especialistas preparam cinco dicas de como montar uma paleta divertida e colorida até para aqueles com predileção mais próxima ao neutro. Confira e perca de vez o medo das cores!

1. Busque inspirações 

Renan Soares/Casa.com.br Cozinha com banquetas altas vermelhas e porta de entrada azul complementam o estilo arrojado e trazem vivacidade para a casa. Ficou um charme! | Projeto por Oliva Arquitetura 

A primeira dica das arquitetas é simples: busque referências de décor de interiores em revistas, sites e redes sociais. Com as pesquisas, o morador passa a compreender melhor suas preferências e perde o medo de trazê-las para a morada, uma vez que nada fica cansativo ou exagerado quando as misturas são avaliadas.

 Renan Soares/Casa.com.br Cozinha com banquetas altas vermelhas e porta de entrada azul complementam o estilo arrojado e trazem vivacidade para a casa. Ficou um charme! | Projeto por Oliva Arquitetura 

“Antes de começar a executar, sempre orientamos nossos clientes a testarem esse mix de cores nos ambientes. Só assim teremos a real dimensão da resposta sensitiva que elas nos trarão. Se logo de cara já provocou o incômodo, o melhor é não insistir e trabalhar outras vertentes”, aconselha a também arquiteta Bianca. 

2. Comece aos poucos 

Mariana Orsi/Casa.com.br Mantas e almofadas são mais fáceis de substituir, caso o morador se canse das cores. Neste dormitório, a paleta clara predominante possibilitou a inserção do enxoval em tons terrosos | Projeto por Oliva Arquitetura 

Para quem está inseguro, a parcimônia é o conselho das especialistas. Dessa forma, uma opção mais confortável é optar por móveis ou objetos mais simples (e menos onerosos) para renovar, pintar, ou até mesmo substituir caso o morador se canse da cor. 

“É mais tranquilo testar com almofadas, mantas e estofados de cadeiras, por exemplo. Itens pesados, tanto visualmente quanto financeiramente, como armários de cozinha ou sofás muito coloridos, só funcionam de imediato para quem já está muito certo da decisão que tomou”, orienta Fernanda. Com isso, é possível mudar completamente a decoração promovendo pequenas trocas e ajustes. 

3. Como dosar as cores 

Renan Soares/Casa.com.br Em dormitórios, o azul é sempre bem-vindo! Segundo a psicologia das cores, ele representa a calma, confiança e é considerada a cor dos sonhos. Perfeito para os momentos de relaxamento | Projeto por Oliva Arquitetura 

Para dosar o uso de cores e não correr o risco de exagerar, Bianca recomenda que em dormitórios e ambientes onde a tranquilidade e o relaxamento sejam as percepções almejadas, tons mais claros se façam presentes. 

“Ou seja, nuances de bege, cinza e azul são cores constantemente relacionadas a esse sentimento de calmaria. Nesse ínterim, vale também apostar no toque escuro como detalhes pontuais do décor”, exemplifica a profissional. 

Renan Soares/Casa.com.br Em dormitórios, o azul é sempre bem-vindo! Segundo a psicologia das cores, ele representa a calma, confiança e é considerada a cor dos sonhos. Perfeito para os momentos de relaxamento | Projeto por Oliva Arquitetura 

Por outro lado, se a intenção for estimular o cérebro, o vermelho, pontuado como cor primária, e o laranja, secundário, em função da combinação do vermelho e do amarelo, são exemplos interessantes para estarem em uma área social. Com o intuito de trazer mais descontração ao ambiente, a dica é mesclar, seja por meio da aplicação do ton sur ton, ou através das cores análogas. 

4. Como inserir as cores em estilos neutros e clássicos?  

Kam Idris/Unsplash 

“É possível combinar as cores fortes em todos os estilos de decoração”, afirma Bianca. No clássico ou neutro, ela e Fernanda apostam na execução de gradientes da mesma cor – uma forma de não perder a sobriedade e não descaracterizar a atmosfera e a essência desses perfis de décor. 

Andrea Davis/Unsplash

“A variação de um mesmo tom constrói harmonia e mantém a proposta mais discreta. Isso prova que cores marcantes podem marcar presença ainda que a descontração não esteja no contexto”, discorre Fernanda. 

5. Cores escuras em apês pequenos. Funciona? 

Mariana Orsi/Casa.com.br Neste living integrado, as arquitetas ousaram e levaram o cinza chumbo para o teto! | Projeto por Oliva Arquitetura 

Ambientes compostos, em sua maioria, por móveis e elementos de cores claras acabam por transmitir a sensação de amplitude, mas isso não significa que necessariamente sejam premissas para projetos de apês pequenos. 

Thanos Pal/Unsplash 

“Empregando outros recursos, como móveis contínuos ou integrados e trabalhando bem o jogo entre a iluminação natural e artificial, é perfeitamente possível sim aplicar cores mais escuras e fortes e, ainda assim, desfrutar de uma ambiência boa e não claustrofóbica”, finaliza Fernanda. 

 

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