se de um estúdio com espaço para uma cama de casal, um armário no vértice de duas paredes e uma área para a preparação de alimentos com 1,20 metro de largura, além de um banheiro amplo somente para a colocação de uma pia, de um sanitário e de um chuveiro. Um janelão tenta compensar o espaço dispensado em um possível terraço. E nada mais.
Uma das arquitetas da companhia, Danielle Cruz conta que o desenvolvimento dos projetos toma como base as dimensões mínimas dispostas no Código de Obras da cidade e alguns parâmetros de comodidade. "A planta deve permitir que a pessoa possa se mexer com conforto. É preciso, por exemplo, um espaço livre para se abrir a porta de um armário ou afastar a cadeira de uma mesa".
Exigências legais também colocam limites à tendência de redução das metragens dos estúdios, segundo Danielle, inviabilizando projetos com unidades tão pequenas quanto quartos de hotel com perfil econômico – na casa dos 15 m². "A sala e os dormitórios devem ter pelo menos 5 m² cada um".
Responsável por uma série de apartamentos decorados, a arquiteta Daniella de Barros, do escritório DP Barros Arquitetos Associados, reduz ao máximo a divisão de ambientes nos supercompactos para diminuir a sensação de aperto.
"A varanda, o living e a cozinha ficam unidos. E o mobiliário acaba pontuando os espaços internos", diz. Outros artifícios, como a adoção do mesmo tipo de piso na maior parte da unidade, a utilização pontual de espelhos nas paredes e a prioridade para cores claras ajudam a criar um aspecto de amplitude no apartamento.
A mobília, quando possível, também deve ser a mais versátil possível, na opinião da arquiteta Andrea Teixeira, do escritório Andrea Teixeira & Fernanda Negrelli – Arquitetura e Interiores. "Eu diminuiria a quantidade de peças e daria uma multifunção a elas. É como divisão de barco. Tudo tem de ser pensado e dimensionado, mas precisa ser bem confortável".
Várias são as alternativas de peças versáteis, segundo Andrea. As opções vão desde bancadas compartilhadas entre o living e a área da cozinha até camas retráteis e armários que escondem os itens domésticos em momentos de desuso.
Fora. Com espaço interno reduzido nas unidades, as áreas sociais ganharam importância. "Esses empreendimentos têm de oferecer uma lavanderia coletiva. Também é legal terem um espaço para a pessoa poder receber amigos, um salão de reuniões, uma cozinha gourmet e uma boa academia", diz o vice-presidente comercial da imobiliária Abyara Brasil Brookers, Bruno Vivanco.
Na zona sul, o lançamento imobiliário Viaza 400 Campo Belo, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, aposta inclusive na sofisticação. O edifício, que terá unidades partindo dos 34 m², terá uma adega climatizada entre seus diferenciais na área comum.
"O público desses prédios é urbano, habituado com as tecnologias. É uma pessoa que precisa do mínimo para viver", alega o superintendente comercial e de marketing da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário, Ricardo Rocha Leal.
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(Foto - Divulgação).