Sem dúvida, uma das histórias mais emocionantes que Maracaju já pôde ver. Essa é a tradução do que foi proporcionado pelo trabalho de uma assistente social do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) no município. Era para ser apenas uma busca por ajuda com cesta básica, mas se tornou um momento marcante.
Há pouco mais de três meses, uma família procurou o órgão para solicitar uma ajuda com cesta básica. No decorrer dos trâmites para comprovação da situação da família foram feitas diversas perguntas, comum as pessoas que solicitam ajuda ao Cras. Em meio a esse conhecimento de caso, a assistente social Cristina Ueda, recebeu a informação de que a senhora Matilde, cuidava de uma criança, seu neto, e que a mãe do menino, havia 15 anos que não tinha contato com ela.
Dona Matilde contou para Cristina que havia tentado todas as maneiras de conseguir falar com a filha, mas não obteve sucesso. A assistente social pediu então permissão à mãe para que pudesse tentar ajudar a proporcionar esse reencontro. “Nosso trabalho no Cras não é esse. Mas estamos sempre sensibilizados com as situações, e eu achei que era nobre aliviar essa dor da dona Matilde”, disse Cristina.
Tendo o aval da mãe, Cristina começou a busca pelo título de eleitor da filha, e obteve a informação de que esta teria votado na mais recente eleição em Marília (SP). Levando em consideração a situação da família que reside em Maracaju, a assistente social decidiu buscar informações no Cras de Marília onde foi informada que a pessoa que procurava havia mudado para o município de Jaraguari, próximo a Capital de Mato Grosso do Sul.
Segundo Cristina, foram feitas várias tentativas de encontrar a moça. Foram consultadas delegacias, Conselhos Tutelares e secretarias de Assistência Social, mas nada era relevante. Até que através do cartão do SUS (Sistema Único de Saúde) foi possível saber onde ela foi cadastrada, embora, ainda não desse para saber o endereço e contato.
Através de um amigo que mora na cidade de Campo Grande, onde Cristina faz especialização, a assistente social descobriu que a pessoa a quem procurava estava cadastrada no Bolsa Família, e o endereço constava como sendo em um assentamento da região de Jaraguari.
Com o contato em mãos, a assistente social de Maracaju conseguiu falar com Ronalda Niuria e contar a situação de sua mãe na cidade e a vontade que ela tinha de rever a filha e que, se fosse vontade dela, que esse reencontro seria possível de alguma maneira.
Cristina entrou em contato com o prefeito Celso Vargas e a primeira dama de Maracaju, Giovanna Vargas, para informar sobre o acontecido e seu êxito no contato com Ronalda e que esta estava interessada em rever a mãe.
Nesse momento, entrou em ação o trabalho da primeira dama, que mobilizou pessoas para que o encontro fosse possível. A assistente social Cristina Ueda, a primeira dama Giovanna e uma equipe da TV Maracaju foram recepcionar Ronalda na rodoviária do município. Sabendo que dona Matilde era hipertensa, foi mobilizada uma ambulância para que ficasse a disposição, caso ela viesse a passar mal devido a forte emoção que estava para sentir.
Montada a operação, Cristina levou Ronalda em seu carro até próximo a casa de dona Matilde. Naquele momento, a mãe dava uma entrevista, parecida com aquelas de programas de TV, com a informação de que seria enviado o vídeo para sua filha onde ela estivesse.
Em determinado momento, um telefonema aproximou ainda mais mãe e filha. Do carro, Ronalda falava com a mãe. Em um local estratégico próximo a casa, a ambulância aguardava caso fosse acionada. Cristina, então, chamou Ronalda para o encontro e pediu que ela continuasse falando ao telefone. Ao passo que se aproximava, a filha não continha a emoção.
“Se a senhora quisesse me ver, eu iria agora”, disse Ronalda no telefone, a poucos metros da mãe. Quando dona Matilde se virou, ninguém conteve as lágrimas e não deu outra, a mãe de Ronalda teve de ser atendida pela ambulância e medicada já que sua pressão arterial subiu muito.
Segundo Cristina Ueda, o trabalho para que o reencontro acontecesse durou pelo menos 90 dias. “A gratificação pelo que ocorreu pagou todo nosso esforço. Eu sei que o Cras não faz esse tipo de trabalho como prioridade, mas se a assistência é social, nada mais justo que esse tipo de coisa seja concretizada. Estou muito feliz porque todos se mobilizaram para ajudar, a primeira dama, o prefeito, a Secretaria”, disse Cristina.
A primeira dama, Giovanna, ressaltou que ações isoladas como esta mostram o caráter das pessoas que participam da administração. “Não são meros servidores. São pessoas com sentimentos, que mostram serviço, que mostram compaixão, e isso é importante”, disse.
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