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AGRONEGÓCIO

Em Dourados, ministra diz que MS é 'locomotiva' do Brasil

30 outubro 2020 - 17h13Por Gizele Almeida

A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina (DEM), esteve em Dourados nesta sexta-feira (30). Após participar de agenda política, ela falou com produtores rurais, que entregaram a ela solicitações em documento e atendeu a imprensa em coletiva e abordou sobre alta dos preços dos alimentos, regularização fundiária, programa de incentivo a indígenas buscam ampliar a produção rural. 

Durante discurso, ela exaltou Mato Grosso do Sul, como um estado que pouco sentiu os impactos negativos da pandemia do coronavírus, visto sua força no segmento do agronegócio, a qual para ela, “segurou” a economia. 

“MS está entre os estados locomotivas deste país”, apontou, ao citar que ainda que o agronegócio na pandemia cumpriu seu papel de alimentar o Brasil e o Mundo. 

Ao falar para produtores inclusos na Agricultura Familiar, a ministra destacou “prioridade” no segmento em Dourados. Ela apontou que em Mato Grosso do Sul, bem como no restante do país, a assistência técnica neste meio se faz mais necessária, e que a pasta tem “dado o máximo” para sanar tais questões. 

Sobre as altas dos preços dos alimentos no Brasil, que impulsionou o valor do arroz e do óleo, por exemplo, a ministra apontou que uma medida tomada foi a retirada da alíquota de importação. A estimativa é que no início do próximo ano, os preços voltem a se estabilizar. 

“O Governo tem algumas ferramentas e já utilizou algumas delas que é a retirada da alíquota de importação, quando o preço lá fora estiver menor que o nosso, entra produto aqui e equilibra o mercado. Mas se não tiver isto, pelo menos você tem um teto. Hoje com a pandemia nós tivemos um desequilíbrio no mercado global e isso não aconteceu só no Brasil, aconteceu em muitas partes do Mundo. Mas, o Brasil é privilegiado, pois nós temos já a próxima safra entrando no começo do ano, a partir de janeiro, teremos soja sendo colhida, arroz, então esse equilíbrio, a lei da oferta e da procura sempre funciona muito bem”, disse. 

Questionada sobre solicitação da Comissão do Senado de levantamentos da atividade pecuária no Pantanal, além de dados sobre a evolução do rebanho bovino naquela região, a ministra informou que todo as comprovações serão cedidas. O pedido acontece após o bioma sofrer intensa devastação com queimadas, em uma extensão de mais de 1 mi de hectares.  

“Vou prestar os esclarecimentos, a comissão solicita e é muito bom, pois, assim a gente pode postar os números, mostrar a realidade da nossa pecuária, do nosso pantanal. Temos inúmeros documentos, estudos inúmeros em relação a esse tema e nós vamos preparar uma apresentação e levar ao senado com maior prazer”, apontou. 

Ainda no discurso, Tereza Cristina havia apontado a necessidade de se trabalhar com regularização de títulos nas áreas rurais. Neste ponto, ela citou que a “insegurança jurídica” atrapalha e precisa ser combatida. 

No que diz respeito a conflitos fundiários entre indígenas e fazendeiros em Mato Grosso do Sul, a ministra disse que “o assunto não está ligado diretamente ao Ministério da Agricultura” e apontou o ponto como trabalho do Ministério da Justiça e da Funai (Fundação Nacional do Índio),  no entanto citou, o “Ministério acompanha, pois tem produtores envolvidos, fazendo força para que haja um alinhamento entre as partes para que esses conflitos, terminem e que a gente possa ter dos dois lados a harmonia, pois todo mundo precisa ter tranquilidade, segurança e paz no campo para poder produzir”. 

Ela finalizou ao falar de ações que tem encaminhado para que indígenas não só de Mato Grosso do Sul, mas de todo o país, possam recorrer as condições cedidas a pequenos produtores como linha de crédito e outros incentivos, tendo em vista que produzam para negócio.  

“Já estamos trabalhando Ministério da Agricultura, juntamente com o Ministério da Justiça e Funai, é um pedido de várias tribos indígenas e etnias inclusive, que nos procuraram e pediram para terem as mesmas condições dos pequenos agricultores da agricultura familiar, possibilidade de trator, ter grade, ter semente, de ter como produzir a sua agricultura, além de sua subsistência  também ir para o mercado e melhorar a renda e a qualidade de vida. Estamos estudando como dar encaminhamento a este projeto”, disse. 

 

 

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