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A gestão do serviço público, por Dirceu Cardoso

02 janeiro 2012 - 15h27





O ano começa, em Brasília, na expectativa da minireforma ministerial. Depois de abrir mão de sete ministros – seis deles atropelados por irregularidades e um pela própria língua comprida – a presidenta deve, agora, fazer ajustes na orquestra, substituindo músicos que não estejam bem executando as notas regidas. Ainda há, pendente, o caso de Fernando Pimentel e suas consultorias dadas no intervalo entre sua saída da prefeitura de Belo Horizonte e a posse no ministério. Mas as atenções devem se voltar agora para a exigência de boa gestão nas repartições públicas. Dilma e seu inseparável “tablet” fazem severas cobranças.

O ideal seria, com sua autoridade – que muitos classificam como autoritarismo – a chefe do governo exigir eficiência de toda a máquina pública e não só do pessoal próximo. Precisa acabar com a clássica figura do paletó sobre a cadeira do funcionário ausente, que incomoda sucessivos governos desde o longínquo período de Jânio Quadros, no começo dos anos 60. Num choque de gestão, deveria exigir que todos os integrantes da máquina realmente trabalhassem. Principalmente os nomeados por indicação política. Esses cidadãos têm de ser cobrados a comparecer ao trabalho e a cumprir a jornadas e as atividades descritas na lei de criação de seus cargos em vez de, como muitos fazem, ganhar do governo e trabalhar para seus padrinhos. Isso é um tipo de corrupção tão odioso quanto o de meter a mão no cofre, e precisa ter um paradeiro.

Por conta dos apadrinhados que não trabalham, as repartições acabam deficitárias na sua prestação de serviços e, mesmo assim, seus servidores que cumprem efetivamente com a função restam sobrecarregados porque, além da própria atividade, têm de carregar nas costas os faltosos. Isso é uma indignidade que já se tornou comum nas três esferas administrativas.

O Brasil possui um invejável parque de informática. Seus computadores são capazes de executar tarefas das mais complexas e, também, de responder com eficiência ao controle de processos. O serviço público, que é de fundamental importância para a sociedade, precisa utilizar essa tecnologia. Para acabar com o absenteísmo, a desídia e o desvio, todas as repartições precisam ser equipadas com pontos eletrônicos. A exemplo do que ocorre na iniciativa privada, o funcionário que comparecer ao trabalho recebe o dia, mas o ausente não recebe e ainda perde outras vantagens como o descanso semanal remunerado.

É preciso acabar com o conceito de que o público não é de ninguém. Pelo contrário, é de todos nós, que precisamos de seus serviços. No dia em que conseguir acabar com os vícios e maus comportamentos no setor, o Brasil terá dado um grande salto de qualidade e a população, certamente, estará satisfeita. Detalhe: esse “choque de gestão” tem de ocorrer também nas esferas estadual e municipal...





(*)Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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