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A Corrupção e a Justiça Divina, por Paulo Figueiredo

08 setembro 2011 - 15h57


Cada vez mais a população assiste indignada o transcorrer dos acontecimentos envolvendo figuras públicas que “supostamente” participaram de falcatruas que culminaram em desvios de milhões de reais dos cofres municipais, estaduais e federais.

“O tempo passa, o tempo voa e a mordomia destas pessoas continua numa boa!!!”. Plagiando um antigo comercial que retrata bem a situação destes “supostos” malfeitores. É “dólar na cueca”, é “sapatada”, é “sanguessuga”, é “retorno”, é “mensalão”, são os “anões do orçamento”, é “COBRACON”, é “caso CAM”, é ....., é ....., é ..... (complete o pontilhado!).

Em alguns desses casos as provas dos “supostos” crimes são compostas de farta documentação, o que levaria uma pessoa de mediana inteligência ao convencimento inequívoco do ilícito praticado por estas figuras. Mas não é isto o que temos presenciado!

Em 2004 ingressei com uma Ação Popular contra um espúrio acordo feito por ex-prefeito com empreiteira (de família tradicional e poderosa de nossa cidade!) para que os desvios de recursos públicos efetivamente comprovados através de perícia judicial ocorridos nas obras de construção do CAM (Centro Administrativo Municipal), prédio sede da Prefeitura Municipal de Dourados, ao lado do Estádio Fredis Saldivar (Douradão), fossem ressarcidos ao município (“CASO CAM” - Prejuízos na casa dos vinte milhões de reais!).

Apelei para todas as esferas administrativas possíveis (municipal, estadual e federal) e após o desencanto dos resultados conseguidos resolvi enviar um e-mail aos humoristas Jô Soares e José Simão criando o Partido dos Idiotas Conscientes e Antenados, o “PICA”, um partido “duro”, mas sem perder a ternura jamais (plagiando “Che” Guevara).

Ironias a parte, a luta é inglória! A persistência e obstinação devem pautar toda a nossa vida para que tenhamos um futuro melhor! Mesmo quando sofremos reveses! Inclusive reveses financeiros: estou com um trator de membros de minha família indo a leilão em favor da empreiteira e do ex-prefeito porque nesta Ação Popular fui multado pelo juiz que julgou protelatório um recurso impetrado por meus advogados!!!

Afinal, nesta história, quem é o mocinho e quem é o bandido???

Para aqueles que acreditam na justiça divina e ainda outros que acreditam que esta justiça será feita aqui mesmo (no nosso planeta Terra!), se olharem no entorno dos malfeitores do erário público, perceberão que ela já está operando!

“Senhor, tende piedade de nós, e, principalmente, deles!


Paulo Figueiredo - Engenheiro Civil – (Nunca foi filiado a nenhum partido político)

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