O vereador Diogo Castilho (DEM), denunciado à Justiça por agressão contra a ex-noiva, não será afastado do cargo ao longo dos 90 dias de trabalho da comissão processante instaurada na Câmara de Dourados segunda-feira (7) para apurar suposta quebra de decoro parlamentar.
Ao Dourados News, a assessoria de imprensa da Casa de Leis informou que o novo pedido de cassação, desta vez protocolizado pelo advogado Felipe Azuma, não incluiu o pleito pelo afastamento do democrata.
No final de 2021, depois de ser preso por violência doméstica, Diogo Castilho foi alvo de outra comissão processante a partir de denúncia de quebra de decoro parlamentar oferecida pelo advogado Daniel Ribas. À ocasião, chegou a ser afastado e substituído pelo suplente, mas toda a apuração feita no âmbito do Legislativo municipal acabou anulada antes de desfecho por decisão judicial.
Agora, o novo pedido de cassação é embasado no inquérito policial e na denúncia de lesão corporal na forma qualificada e ameaça, oferecida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual) em processo que tramita na 4ª Vara Criminal da comarca. (saiba mais)

Vereador Diogo Castilho (DEM) também é médico e está no primeiro mandato na Câmara de Dourados (Foto: Divulgação/Câmara de Dourados)
Autor desse requerimento protocolizado dia 28 de janeiro, o advogado Felipe Azuma representa a ex-noiva do vereador e assegura ter sido “cabalmente demonstrada a justa-causa para instauração de comissão processante, no contexto que as condutas (atos ilícitos) descritas, sem sombra de dúvidas, desvelam práticas absolutamente repugnantes e indecorosas, incompatíveis com a função parlamentar, cabendo a esta Câmara e Legislatura a apreciação definitiva sobre o tema”.
A comissão processante instaurada nas segunda-feira é presidida pelo vereador Daniel Junior (Patriota). A relatoria ficou com a vereadora Daniela Hall (PSD) e o vereador Elias Ishy (PT) é membro.
Julgamento justo
Responsável pela defesa do vereador Diogo Castilho na processante do ano passado, o advogado Wander Medeiros falou ao Dourados News no dia 3 de fevereiro, quando foi noticiado o novo pedido de cassação, e assegurou que tanto no processo criminal quanto na apuração de quebra de decoro feita pela Câmara, tudo que o parlamentar espera é um julgamento justo, sem perseguição política ou exposição pública da figura dele por conta do trabalho que ele está desempenhando na sociedade.
“A partir do momento que ele se predispõe a defender os interesses sociais da população e das pessoas que elegeram ele isso incomoda muita gente e as pessoas começam a arrumar razões para poder ataca-lo de todos os lados. Basicamente o que o Diogo espera é um julgamento justo, sem antecipação do julgamento, sem excessos de nenhuma parte”, garantiu o advogado.
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Câmara de Dourados instaurou nova comissão processante para apurar suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Diogo Castilho, preso em 2021 acusado de violência doméstica contra ex-noiva - Crédito: Hedio Fazan/ Dourados News/ Arquivo