O discurso sobre alimentação tem se multiplicado a cada dia. Nas mídias sociais, sites, blogs, jornais e diversos meios de comunicação se tem um assunto que rende pauta é alimentação. Pensando em ampliar os conhecimentos teóricos e práticas nos diferentes campos de atuação do nutricionista, a XII Jornada de Nutrição da Unigran abordou o tema “Novas e outras maneiras de se alimentar”.
Na palestra de abertura, a professora e nutricionista Bruna Menegassi, falou sobre “Novas e outras maneiras de comer: desafios e perspectivas de atuação para o profissional nutricionista”. Bruna Menegassi considerou as mudanças que estão ocorrendo na modernidade alimentar, a multiplicação do discurso sobre alimentação, a falta do ritual da refeição e a desumanização das condutas.
“O que a mídia, a indústria fala e até mesmo os próprios nutricionistas difundem de forma muito confusa, a desritualização da refeição trazida pelo consumo dos fast foods e a forma como os alimentos ultraprocessados permitem comermos em pé, sem talher, onde quer que estejamos”, destaca a nutricionista.
Bolos, sopas, pães, biscoitos recheados, lasanha, pizza, hambúrguer, refrigerante, suco em pó, tudo o que é fácil de comer e já vem pronto (ou quase) dentro de uma embalagem resulta de uma série de processos industriais. O ultraprocessado com um aditivo vai se transformando em milhões, com milhares de sabores.
“Não sabemos o que escolher, se é bom ou não. Esse contexto da modernidade alimentar é um grande desafio para o nutricionista, é preciso entender essa alimentação tendo em vista o comportamento alimentar muito mais do que uma visão somente biológica da alimentação, é preciso que entendamos o paciente de forma humana”, menciona.
Os ultraprocessados geralmente são mais baratos, o suco em pó, por exemplo, custa bem menos que uma fruto, mas Bruna Menegassi ressalta que é preciso entender que essa concepção de o que é caro e o que é barato vai muito do que é a real necessidade.
“Nós precisamos do suco em pó para nos alimentar bem? Não! Bolacha recheada? Não! Precisamos de arroz, feijão, um pouco de carne, leguminosas, verdura. É preciso pesar isso, essas são as questões que precisamos ajudar as pessoas a perceber, introduzir esse conceito de pensar um pouco mais no que se come, não comer porque é fácil ou barato. Isso não é o nutricionista que muda, não tem nutricionista ou cardápio que mude a pessoa se ela não mudar as suas escolhas”, avalia a palestrante.
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