Amanhã, dia 06 de maio, será o último dia da exposição “Culturas Indígenas de MS: Religiosidade e Intolerância”, realizada no Núcleo de Estudos Estratégicos de Fronteira (NEEF) pelos estudantes que fazem parte do Programa de Educação Tutorial (PET) História da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em parceria com o Laboratório de Ensino e Pesquisa de História Indígena (LEPHI). O NEEF está localizado na Unidade 2 da UFGD (Cidade Universitária), a entrada é gratuita e as escolas podem agendar visitação pelas redes sociais do PET História (https://www.facebook.com/pethistufgd).
A exposição foi criada para marcar o mês indígena e foi iniciada em 25 de abril, com a participação da professora Graciela Chamorro, da Faculdade de Ciências Humanas (FCH/UFGD), da Ñandesy Florisa e do Ñanderu Jorge (rezadores indígenas). De acordo com a organização do evento, o objetivo é reafirmar a importância da cultura indigenista em MS e no Brasil e mostrar aos visitantes o modo de vida, as artes, os artefatos, as vivências e a intolerância ocorridas simbolicamente e fisicamente. A exposição conta com a maquete de uma Casa de Reza, produzida pelo professor Protásio Langer, também da FCH.
Entre as turmas que já prestigiaram a exposição, estão as crianças do Centro de Educação Infantil (CEI) Maria Alice Silvestre e das escolas municipais indígenas Lacui Roque e Tengatuí Marangatú e da estadual Tancredo Neves.
Como parte do planejamento do PET História, a cada mês são realizadas atividades com temáticas específicas. As próximas serão referentes à visibilidade trans, à consciência negra (contra o racismo) e assim por diante. De acordo com o tutor do PET História, professor Losandro Tedeschi, essas ações propiciam atividades extracurriculares que complementam a formação acadêmica dos estudantes, procurando atender mais plenamente às necessidades do próprio curso de graduação e/ou ampliar e aprofundar os objetivos e os conteúdos programáticos que integram a grade curricular.
“Nesse sentido, espera-se proporcionar uma melhoria da qualidade acadêmica dos cursos de graduação apoiados pelo PET, construindo pontes com as escolas públicas. As atividades extracurriculares que compõem o Programa 2022 do PET História têm como objetivo garantir aos alunos do curso oportunidades de vivenciar experiências não presentes em estruturas curriculares convencionais, visando a sua formação global e favorecendo a formação acadêmica, principalmente em temas sensíveis e fundamentais a sociedade, como por exemplo a intolerância religiosa, as questões de gênero, o racismo, etc.”, afirmou o tutor.
Além do curso de História, a visita à exposição é interessante para todos os cursos, de modo a alargar os horizontes dos alunos, na promoção e visibilidade das populações originárias de MS, bem como fomentar discussões de temas éticos e sociopolíticos que envolvem a região, possibilitando aos alunos conhecer e se envolver na construção da cidadania e no respeito aos povos originários.
O tutor do PET História ainda acrescenta que o programa tem uma caminhada de conquista de novos espaços, possibilidades, experiências e conhecimentos. “Gostaríamos de terminar reafirmando que esse é um programa tutorial especial com alunos/as especiais que estão construindo, por meio do exercício da cidadania e da visão crítica da sociedade, políticas de educação de maneira criativa, inclusiva, original e de respeito e de promoção da alteridade”, disse Losandro.
Para outras informações sobre o assunto, acesse as redes sociais do PET História no Instagram e Facebook: @pethistufgd.
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