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Traumatismo bucal na infância requer cuidados especiais

21 fevereiro 2013 - 09h18

As crianças têm muita energia e disposição para as mais diversas atividades. O que os pequenos querem é descobrir o mundo, aprender a andar e explorar os espaços, porém, este aprendizado envolve o risco de acidentes, como, por exemplo, os traumas que podem afetar a boca e dentes. Para isso, são necessários alguns cuidados.

O professor de Odontopediatria da UNIGRAN, Fernando Lamers, explica que o traumatismo dentário gera uma série de problemas. “No início, os pais que veem um sangramento na boca da criança, quando percebem que o dente não está presente na boca, muitas vezes pode haver uma intrusão desse dente para dentro do alvéolo do osso. Pode ser que o dente saia completamente da boca ou que a criança engula o dente. Depois, pode dar problema para futura dentição da criança”, esclarece.

Se for um dente de leite, pode afetar o dente permanente que está em formação. E se for o dente permanente, pode criar uma série de problemas, até a perda do dente. “Então, é um problema sério que as pessoas deveriam estar sabendo se ocorrer ter certa tranquilidade e procurar um dentista imediatamente. Isso é fundamental pra evitar problemas de traumatismo com criança”, considera Lamers.

O traumatismo afeta crianças entre dois e quatro anos com os dentes de leite e depois entre sete e nove anos com os dentes permanentes. O professor do curso de Odontologia da UNIGRAN avisa que “na dentição decídua [temporária] em torno de 30% das crianças sofrem acidentes, principalmente quando começam a querer andar e aos sete anos com brincadeiras, normalmente jogos”.

De todos os traumatismos, alguns seriam as avulsões dos dentes, que é quando o dente sai da boca. “Se for um dente decíduo, não se recomenda que coloque um dente no lugar novamente. Porque a pressão quando o dente sai, forma-se um coágulo dentro do local do dente. Então, ali vai se preencher de sangue, se colocar o dente com sangue dentro, ele vai pressionar o dente que está embaixo [permanente] e lesionar também. O que se faz é manter a umidade do dente que pode ser no leite, na água e não pode escovar o dente”, recomenda o especialista.

Há um período curto para que esse dente seja reimplantado. Fernando afirma que “no dente decíduo não se recomenda o reimplante, somente no dente permanente. Quanto menos tempo esse dente ficar fora do alvéolo, maior é a chance de ser reimplantado”.

Se o dente de leite intruir, popularmente dizendo "entrar no osso", depois de vinte dias volta ao local. Mesmo assim há a necessidade de um dentista. “Quando se intruir um dente, tem que saber se a criança têm as vacinas em dia, porque o dente leva bactérias para o interior do alvéolo e pode dar um tétano”, alerta.

De acordo com o coordenador de Odontologia na UNIGRAN, Reinaldo Akamine, vale lembrar que lábio, língua e gengiva têm muita vascularização, então sangra bastante. Às vezes o corte é pequeno, mas o sangramento é intenso. Então, “é importante que se faça o primeiro socorro. Antes de verificar se quebrou o dente, se estiver sangrado muito, pegue uma gaze e aperte o local de sangramento. Esse é um detalhe bastante importante que assusta quando se trata de traumatismo relacionado à boca”.

Como forma de prevenção, os especialistas recomendam usar protetor bucal em atividades físicas na escola. Mas, se ocorrer o traumatismo, o que fazer? No caso do dente, quanto mais rápido for ao dentista, melhor para que o dente possa ficar no lugar e é essencial mantê-lo úmido.

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