quinta, 16 de julho de 2026
Dourados
16ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397

“Terra não é solução para fim de conflito indígena”, diz Gino

09 junho 2011 - 08h15

O vereador Gino Ferreira (DEM) liderança rural em Dourados está preocupado com a situação de conflito entre proprietários rurais e índios após a invasão de uma fazenda em Dourados, próximo ao anel viário, por grupos das etnias guarani e caiuás, no início da semana.

Segundo Gino a situação se agrava à medida que não há uma intervenção mais efetiva dos órgãos competentes, como a Funai (Fundação Nacional do Índio), para resolver o impasse. “A invasão foi feita em uma propriedade rural praticamente dentro da cidade. Os ânimos vão se acirrando e nenhuma providência é tomada”, explica o vereador que diz ainda, “Quando a Funai é criticada pelo descaso com os índios acham que há falta de compreensão. Porém, os proprietários não conseguem falar com o órgão responsável pelos índios para que diálogos sejam mantidos para que se busque soluções para a questão”, relata.

Para o líder ruralista, o órgão competente que assiste aos indígenas tem a responsabilidade de investigar a origem dessas invasões, pois ‘há rumores de que os vários índios que estão acampados nas terras invadidas estariam alcoolizados’ e que ‘antropólogos são os incentivadores as invasões’. “É preciso fazer com que a verdade venha à tona. Não queremos ser injustos, mas também não podemos ser injustiçados. É preciso que as autoridades competentes avaliem de maneira ágil, toda essa situação e apresente uma solução”, afirma.

Gino salienta que a bancada ruralista, juntamente com os órgãos competentes, está discutindo com o governo federal a possibilidade de comprar as terras e instalar as famílias indígenas e assim, terminar com o conflito, porém acredita que esta medida não atenderá todas as necessidades do povo indígena.

“Sabemos que terra não é a solução para garantir uma vida digna aos índios. Mas quem tem que provar que terra é a solução e a Funai e o governo federal. Eles poderiam começar por Bodoquena, onde os índios da etnia Kadiwéu tem 500.00 hectares para uma população de dois mil índios que vivem em condições miseráveis e que, muitas vezes, a sociedade não toma conhecimento”, esclarece.

Gino reitera que não é contra os índios, mas é contra o não cumprimento da lei e a demagogia projetada nos índios e nos proprietários rurais por não saberem selar a paz.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Taxista condenado por matar companheira no Mato Grosso é preso
ATROPELAMENTO

Taxista condenado por matar companheira no Mato Grosso é preso

Flávio diz que não viu vídeo de Michelle e não tem relação com ela
POLÍTICA

Flávio diz que não viu vídeo de Michelle e não tem relação com ela

Mulher é presa por ameaça no contexto de violência doméstica
GLÓRIA DE DOURADOS

Mulher é presa por ameaça no contexto de violência doméstica

Porteiro vítima de ameaças em hospital será indenizado em R$ 20 mil
JUSTIÇA

Porteiro vítima de ameaças em hospital será indenizado em R$ 20 mil

Polícia boliviana reforça que não há cocaína em apreensão de madeira
CORUMBÁ

Polícia boliviana reforça que não há cocaína em apreensão de madeira

TRAGÉDIA 

Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 4,8 mil

GOLPE

Golpista se passa por pastora e mulher perde R$ 1,5 mil em fraude

BRASIL

Câmara reconhece hip hop como manifestação da cultura nacional

AQUIDAUANA

Homem é preso por violência doméstica e estupro de vulnerável

TJMS

Advogados devem solicitar sustentação oral em julgamentos presenciais

Mais Lidas

POLÍCIA

Prestador de serviço é suspeito de furtar joias de residência em Dourados

TEMPO

Inmet coloca Dourados em alerta com ventos podendo chegar até 100 km/h

CONTRABANDO

Polícia apreende 142 fardos de mercadorias de origem estrangeira

ROTINA

Polícia civil de Dourados registra furto de três caminhonetes