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PREÇO ALTO

Sinpetro 'culpa' logística de abastecimento e guerra pela alta no preço do Diesel em Dourados

25 março 2026 - 16h36Por Fabiane Dorta

A Guerra no Irã, a falta de refinarias no Brasil e a logística de abastecimento dos postos são apontados pelo Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), como alguns dos fatores que levaram ao aumento significativo no preço dos produtos do setor em Dourados, que chega a 16,8% no caso do Diesel Comum e S10.

Segundo o gerente executivo do Sinpetro-MS, Edson Lazaroto, a guerra que teve início com um bombardeio dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, teria provocado uma disparada no preço do barril do petróleo a partir de 28 de fevereiro. Na área em conflito, está a maior região exportadora do mundo, com 60% das reservas globais.

“O barril de petróleo saiu de US$ 65 para os atuais US$ 104, isso desencadeou uma série de reajustes principalmente pelas importadoras de combustíveis, tendo afetado toda a cadeia que compõe nosso setor que inicia desde a refinaria, distribuidoras até chegar aos postos”, afirma Lazarotto.

Mesmo o Brasil sendo considerado autossuficiente em petróleo, ou seja, ter uma produção que supera o consumo, não há unidades industriais suficientes para o refinamento, provocando uma dependência de importações para abastecer o mercado interno.

Segundo o Sinpetro-MS, no caso do Diesel, pelo menos 30% do que é consumido vem de outros países. “Com certeza se tivéssemos mais refinarias não estaríamos com essa dificuldade”, complementa.

O gerente-executivo ainda pontua que a isenção a partir de 12 de março de alíquotas de PIS/COFINS, únicos impostos federais incidentes sobre o Diesel, não chegou a ter efeito prático, porque no dia seguinte a Petrobras reajustou o valor do litro nas refinarias, fazendo a redução “praticamente desaparecer”.

PREÇO ALTO

Em Dourados, a alta nos preços para o consumidor final começou mesmo antes do anúncio da Petrobras. Na época, o sindicato atribuiu às oscilações nas distribuidoras que estariam repassando valores mais altos aos postos.

Segundo o gerente executivo, essa volatilidade permanece, especialmente devido à alta no preço do barril no mercado externo.

“Os importadores também repassam quase que diariamente os preços às distribuidoras e consequentemente aos postos que são o último elo da cadeia do segmento”, pontua.

PROCON

Entre os dias 10 e 20 deste mês, o Procon (Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor) em Dourados, entregou uma notificação recomendatória aos postos como parte de uma campanha nacional envolvendo o Procon-MS e a Senacon/MJSP (Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública), para orientar os estabelecimentos a não elevarem os preços injustificadamente.

No entanto, como a pesquisa divulgada nesta terça-feira, dia 24, constatou uma elevação significativa nos valores praticados no município, o Procon decidiu por uma nova notificação aos estabelecimentos, desta vez para que apresentem documentos que comprovem a justa causa para o aumento no preço praticado nas bombas.

Aqueles que apresentarem uma alta injustificada, podem receber punições administrativas que vão desde advertências até multas a partir de R$ 10 mil.

DESABASTECIMENTO

Sobre a ação do programa municipal, o Sinpetro alega que teve reunião com o Procon-MS e distribuidoras para apresentar a realidade do setor, relacionada aos impactos da guerra. “O momento ainda é grave, mas não existe falta de produtos no nosso Estado”, alega.

Apesar de negar o desabastecimento, o gerente relata um cenário de atendimento 'no limite' e o impacto disso para os postos.

“As distribuidoras apesar de tentar atender a demanda (porque estamos em plena safra de soja), dependem do bombeamento das refinarias e as bases de Campo Grande, as vezes por problemas logísticos, acabam não atendendo a totalidade dos pedidos feitos pelo posto, ocasionando mais custos de fretes e outras despesas pertinentes”, pontua o gerente do Sinpetro.

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