Os servidores do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) deram início às 7h desta segunda-feira, dia 30, a uma greve por tempo indeterminado.
As reivindicações seguem pauta de negociação pelo Sindserh-MS (Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares em Mato Grosso do Sul), junto com a CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde).
Os grevistas pedem reajuste salarial pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), reposição das perdas de 25%, piso de grau superior a R$ 8.352, piso de nível médio / técnico de R$ 4.315, cesta básica e auxílio alimentação, além de melhorias nas cláusulas sociais.
O quantitativo de servidores que permanecem em atividade, teria levado em consideração a Situação de Emergência em Saúde Pública em razão da epidemia de Chikungunya na região da Grande Dourados.
A unidade é considerada referência para atendimento, em especial de crianças indígenas.
Nos setores considerados críticos deve ser mantida 70% da força de trabalho, são esses as UTI´s (Unidades de Terapia Intensiva), Pago (Pronto Atendimento de Obstetrícia), PAP (Pronto Atendimento Pediátrico), CO (Centro de Obstetrícia) e CPN (Centro de Parto Normal).
Para os demais é recomendado pelo Sindserh-MS que permaneça 50% do efetivo, com exceção do administrativo que pode chegar a parar 100%.
Em Campo Grande, servidores do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) também aderiram à greve.
Posicionamento
Em nota, o HU-UFGD relatou que:
A HU Brasil, responsável por administrar o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), informa que permanece em processo de negociação com as entidades representativas dos empregados e empregadas para a celebração do ACT 2026/2027, cuja data-base está fixada em 1º de junho de 2026.
As tratativas vêm sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a última terça-feira (24), com nova rodada de negociação agendada para esta segunda-feira (30). Na reunião, a estatal vai apresentar o índice econômico visando avançar no entendimento entre as partes.
A estatal reforça que tem adotado medidas para assegurar a continuidade da prestação dos serviços essenciais de saúde à população, resguardando o interesse público.
Destaca-se que o último ACT (2024/2026), ainda vigente, firmado com as entidades sindicais, contemplou avanços relevantes tanto do ponto de vista econômico quanto social, reafirmando o compromisso com o diálogo permanente e com a valorização dos(as) trabalhadores(as).
*Editado às 14h09 para posicionamento do HU-UFGD
Trabalhadores pararam nesta segunda-feira, porém, em alguns setores o atendimento permanece com percentual de servidores - Foto: Divulgação
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Trabalhadores iniciaram greve por tempo indeterminado no HU-UFGD - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News