De 1º a 03 de fevereiro, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) promove o 1º Seminário Interno do PIBID Diversidade (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – Diversidade), no cine-auditório da Unidade 1 da UFGD. O objetivo é aproximar a universidade da educação básica indígena para melhorar a qualidade da formação de professores.
A abertura às 8h de hoje (01) foi iniciada pela reza com os mestres tradicionais e em seguida representantes dos realizadores e parceiros da Licenciatura Intercultural Indígena “Teko Arandu” deram às boas vindas aos participantes e estimularam o envolvimento de todos no debate sobre a educação escolar indígena, que acontecerá durante o evento.
Representando o Movimento de Professores Guarani e Kaiowá, Teodora de Souza, conclamou o público a “fazer a diferença” nas escolas e aproveitar o momento de diálogo no Seminário para discutir como isso pode ser realizado e quais avanços podem ser conquistados tanto para o curso de Licenciatura Indígena quanto para a educação básica.
A legitimação do conhecimento indígena foi ressaltada pela professora Adir Casaro (UCDB), representante do grupo de docentes da Licenciatura e das universidades parcerias. Para ela, os indígenas estariam ocupando espaço na universidade com legitimidade e poder, provando que os saberes indígenas são tão poderosos quanto os outros e podem colaborar para compreender e resolver os problemas do mundo.
O coordenador especial de Administração Universitária da UFGD, Sidnei Azevedo, destacou como um diferencial da Licenciatura Indígena o desprendimento dos docentes, supervisores e alunos envolvidos que por causa das especificidades do curso muitas vezes tem que colocar a educação acima da vida particular e da família, ficando períodos fora de casa para estudar.
O coordenador da Licenciatura Intercultural, Antonio Dari Ramos, ressaltou a necessidade de aprofundamento do debate sobre educação escolar indígena, já que se ter um professor com título (diploma de formação superior) bastasse, o problema estaria resolvido. No entanto, o professor indígena com Ensino Superior mesmo sendo muito importante, não seria suficiente, porque seria preciso repensar e criar estratégias para que a gestão da escola e o currículo da educação indígena fossem diferenciados e de qualidade, da educação infantil a pós-graduação.
Para Noêmia Moura, coordenadora institucional do PIBID Diversidade, também não basta a escola ter apenas o nome de “escola indígena” e ter aulas ministradas por professores de etnia indígena, é fundamental repensar a gestão e o currículo. Antes de apresentar o PIBID para a plateia, citou a fala do educador Paulo Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”.
As falas de abertura também foram proferidas por Cilene Campetela (Funai-Brasília), Elisabete Brites Benites (Semed-Paranhos), Maria Aparecida Lemes (Funai-Dourados) e Alfredo Carai (Centro Acadêmico do Teko Arandu).
Confira as fotos:
https://picasaweb.google.com/101733558667986673449/ISeminarioPIBIDDiversidade0102?authkey=Gv1sRgCK2nlN3kpNjIqgE
SOBRE O PIBID
Por meio do Programa Institucional de Bolsas de Incentivo à Docência (PIBID) Diversidade, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com recursos da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), concede 85 bolsas para acadêmicos e 16 bolsas para professores/supervisores da Licenciatura Intercultural – Teko Arandu,
As bolsas são para as áreas de Ciências Humanas e Sociais, Ciências da Natureza e Matemática e Línguas/Linguagens e Códigos, sendo que o valor mensal é de R$ 400,00 (acadêmico) e R$ 675,00 (professor/supervisor).
O benefício é regional, representando a diversidade de municípios do Território Etnoeducacional do Cone Sul de Mato Grosso do Sul, já que os professores/supervisores precisam estar em efetivo exercício nas escolas indígenas dos municípios de Dourados, Amambai, Tacuru e Caarapó (11 bolsas) ou compor a equipe interna da Licenciatura Intercultural – Teko Arandu (cinco bolsas), que atuam juntamente aos acadêmicos nas demais escolas indígenas na Educação Básica. A seleção foi realizada no início de 2011.
OBJETIVOS
- Incentivar a formação de professores para a educação básica, contribuindo para a elevação da qualidade da escola pública;
- Valorizar o magistério, incentivando os estudantes que optam pela carreira docente Pública;
- Elevar a qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores nos cursos de licenciatura das instituições de educação superior;
- Inserir os licenciando no cotidiano de escolas da rede pública de educação, promovendo a integração entre educação superior e educação básica;
- Proporcionar aos professores participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar e que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem, levando em consideração, quando cabível, o desempenho da escola em avaliações nacionais, como Provinha Brasil, Prova Brasil, SAEB, ENEM, entre outras;
- Incentivar escolas públicas de educação básica, tornando-as protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros docentes.
PROJETO
“Oralidade, escrita e leitura nas escolas Guarani Kaiowá: interculturalidade e interdisciplinaridade”.
MAIS INFORMAÇÕES
http://www.ufgd.edu.br/prograd/programas/pibid-diversidade
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Entrevista: Antonio Dari Ramos fala sobre o Teko Arandu e a formação de pessoas
http://www.ufgd.edu.br/noticias/entrevista-antonio-dari-ramos-fala-sobre-o-teko-arandu-e-a-formacao-de-pessoas
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