Menu
Busca sexta, 15 de janeiro de 2021
(67) 99659-5905
DIOCLÉCIO ARTUZI III

"Enrolados" e ainda sem casas, populares fazem novo protesto

27 janeiro 2016 - 17h05

Os contemplados com casas do residencial Dioclécio Artuzi III em Dourados fizeram mais um protesto na tarde desta quarta-feira (27) em frente ao conjunto habitacional. Pelo menos 20 pessoas foram até o local e cobram uma solução definitiva que resulte na entrega das residências que esperam desde que foram sorteados em outubro de 2013. A Caixa Econômica Federal alega que deve resolver a questão esta semana.

“Eles falam que vão resolver em três meses, depois mais três meses e entregar que é bom nada até agora nada”, afirma a estudante Franciele Gonçalves, 25, que é uma das contempladas que foi à manifestação. Ela se refere às constantes reuniões realizadas na Caixa em busca de uma solução pra o problema.

A dona de casa Lizandra Montezelli, 31,afirma que numa última conversa com representantes do banco há duas semanas, foi informado que o banco havia um prazo até o dia 20 de janeiro dado para que a LC Braga retomasse as obras ou contratariam uma nova empresa. “Como já passou do dia 20 e não teve uma definição, a gente decidiu vir aqui”, conta ela, dizendo que a obra não está a todo vapor. “Dizem que tem gente trabalhando lá no fundo”, afirma.

O gerente regional da Caixa, Ubiratan Chaves, confirmou ao Dourados News que este prazo até o dia 20 foi dado à empreiteira. Segundo ele, a equipe de engenharia do banco já foi acionada para a realização de uma vistoria no local para verificar se a obra andou neste período.

Chaves diz que caso a obra tenha andado, a LC Braga continuará com a execução, se não tiver andado o contrato será finalizado e uma nova empresa será escolhida para o serviço através da abertura de processo licitatório. “Estamos aguardando o relatório da vistoria feito pela equipe de engenharia para tomar essa decisão”, explica. A previsão é de que o relatório fique pronto até sexta-feira (29).

O banco havia informado em dezembro do ano passado, que pressionaria a empreiteira pelo andamento das atividades, [relembra aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/caixa-pressionara-construtora-e-moradores-planejam-novo-protesto-se-obras-nao-forem-retomadas). Na época, as obras estavam totalmente paradas.

A “novela” que se tornou a entrega das 450 casas do residencial Dioclécio III começou desde que os contemplados foram sorteados para recebê-las. As obras eram para terem sido entregues em meados de 2014, no entanto, atrasaram. Ainda em construção, as unidades foram invadidas por grupo sem-teto em abril do ano passado, que deixaram as unidades meses depois com vários danos.

Espaço em que estão as casas está cercado e há muito mato fora e dentro do residencial (Foto: Fabiane Dorta)

Desde então, os contemplados começaram a se mobilizar. Houvera a designação de qual lote ficaria para as famílias e eles tentaram todo tipo de acordo com a Caixa. “A gente já ofereceu para entrar na casa do jeito que está e a gente mesmo terminar, já ofereceu para a empreiteira oferecer o material e os moradores mesmo com a ajuda de voluntários terminar a as casas num mutirão, mas eles nunca aceitaram. Disseram que só podem entregar com a obra finalizada, enquanto isso a gente espera sabendo que a casa é nossa e sem poder entrar”, relata Lizandra. Eles ainda procuraram o MPF (Ministério Público Federal) para reclamação.

Ainda conforme a contemplada, a Caixa informou aos moradores foram informados de que só faltam 6% das obras para conclusão. “É pouca coisa, como uma ou outra porta, forro ou pia, por exemplo. Eu pago R$ 650 de aluguel todo mês, com esse dinheiro dava para a gente ir arrumando já na nossa casa”, afirma ela.

A vendedora autônoma, Cristiane Siqueira de Souza, 24, conta que não aguenta mais esperar. Diz que a casa dela é uma das que está em melhores condições, faltando pouca coisa pra terminar e que a sensação de ver a casa quase pronta sem poder entrar é “horrível”.

“Eu passei anos na fila de espera e agora que fui contemplada tenho que continuar morando de favor na casa da minha mãe com minhas duas filhas, é muito desgastante para a gente tudo isso”, conta Cristiane, que tem uma filha de quatro e outra de um ano e sete meses de idade. Há ainda mais relatos de moradores que pagam aluguel ou até que estão prestes a serem despejados.

O Dourados News tentou entrar no residencial para fazer imagens da situação das casas e de pessoas da empreiteira que estariam trabalhando no local. No entanto, a equipe foi informada por seguranças de que não seria permitido pela empresa a pedido da Caixa.

O espaço em que ficam as casas está todo cercado e há cavaletes com placas de “Pare” logo na entrada. Do lado de fora, é possível ver que o mato está muito alto ao redor das casas e que todas ainda estão com a pintura danificada ou por fazer.

Cavaletes com placas de "pare" indicam que não é possível entrar no residencial (Foto: Fabiane Dorta)

Deixe seu Comentário

Leia Também

EMPREGO
Polícia Federal lança edital de concurso com 1,5 mil vagas
BRASIL
Decreto reabre crédito de R$ 1,6 bi para aquisição de vacinas
Trabalhador tem celular levado em assalto na Hayel Bon Faker
DOURADOS
Trabalhador tem celular levado em assalto na Hayel Bon Faker
Douradense gasta quase R$ 1 mil em roupas na internet e recebe triângulo de sinalização 
GOLPE
Douradense gasta quase R$ 1 mil em roupas na internet e recebe triângulo de sinalização 
Após amputar o pé por conta de acidente, jovem faz "vaquinha" para comprar prótese
DOURADOS
Após amputar o pé por conta de acidente, jovem faz "vaquinha" para comprar prótese
COTAÇÃO
Dólar volta a subir e fecha cotado a R$ 5,30, com temores sobre coronavírus
PANDEMIA
Dourados deve ter doses para imunizar 24,5 mil pessoas contra o coronavírus na primeira remessa
RIO BRILHANTE
Com ajuda de farejador, polícia fecha "boca" e prende membros de facção
PANDEMIA 
Dourados tem oito mortes por Covid em 24 horas  
BRASIL
Fabricante de oxigênio diz enfrentar crise sem precedentes no Amazonas

Mais Lidas

DOURADOS
Prefeitura corta mais de 400 cargos comissionados de uma só vez
CLIMA
Chuva alaga ruas no centro de Dourados após calor acima de 38°C
PEDRO JUAN
Policial é executado com tiros de fuzil na fronteira
BR-163
Homem morre após colidir carro de passeio contra caminhão