Obrigada a amputar o pé em 2018, depois de passar sete anos tratando os efeitos de uma bactéria instalada na corrente sanguínea, Sandra Soares de Almeida, 59, continua em busca de uma prótese para realizar o sonho de voltar a andar
Em 2021, o Dourados News contou a história da Pastora Sandra, cozinheira profissional, moradora no Jardim Água Boa. Ela vende cachorro-quente para levantar o valor da prótese e das sessões de fisioterapia, mas ainda não conseguiu a quantia necessária, o equivalente a R$ 15 mil.
Mesmo com o movimento fraco, a venda do lanche segue na Rua Leônidas Além, n° 1715, no Jardim Água Boa, entre às 19h e 00h. Sandra também fez uma promoção de galinhada recentemente e agora planeja fazer uma feijoada para complementar a renda e levantar o valor.
Dias de luta
Sandra nasceu em Itaporã e morou em Laguna Carapã até a adolescência antes de se mudar para Dourados. Estudou até o ensino fundamental, se casou aos 21 anos, teve três filhos e se separou em 2001, assumindo sozinha a responsabilidade de criar as crianças.
Ela descobriu a doença em 2013 e no dia 7 de dezembro daquele ano entrou em coma, permanecendo por 12 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HU (Hospital Universitário) de Dourados. "Posso dizer que passei pelo 'vale da morte'", comentou.
Após quase sete anos de tratamento, a infecção nunca saiu por completo do sangue da cozinheira. Com isso, a situação de saúde de Sandra piorou e, já com parte do pé necrosado, ela teve que passar por cirurgia de amputação no dia 23 de novembro de 2018.
“Eu, no começo [usando a cadeira de rodas] acordava e ficava na frente da minha casa vendo as pessoas irem para o trabalho. Eu sentia muita vontade de trabalhar, pois amo minha profissão. Amo cozinhar”, disse em tom emocionado ao Dourados News durante a entrevista em 2021.
Mesmo cozinhando, lavando roupa e cuidando das duas netas, Sandra diz que se sentia inútil, até que durante uma conversa com o filho mais novo em uma das madrugadas sem conseguir dormir e pensando nas dificuldades financeiras, teve a ideia de montar o “Cachorro Quente da Veinha”.
É possível entrar em contato diretamente com a Sandra pelo telefone (67) 9 9933-6141 ou no (67) 9 9662-9280 para falar com Alexandre, seu filho.

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Cadeirante desde 2018, Sandra sonha em voltar a andar - Crédito: Arquivo Pessoal