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Repasses federais à Missão Caiuá caíram 50% desde 2017

02 janeiro 2020 - 10h04Por André Bento

Os repasses feitos pelo governo federal à Missão Evangélica Caiuá caíram pela metade desde 2017, quando a ONG (Organização Não-Governamental) sediada em Dourados reduziu o número de Dsei’s (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) atendidos pelo Brasil. Naquele ano, foram transferidos R$ 457.179.711,63, valor que caiu para R$ 228.383.205,87 em 2019.

Fundada em 1928, a entidade sem fins lucrativos da Igreja Presbiteriana do Brasil presta assistência médica para populações indígenas e figura como destino de R$ 2.309.712.990,20 do governo federal, conforme dados do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União.

Esse montante é fruto de pagamentos crescentes desde 2005, um ano após Dourados ser palco de 21 mortes de crianças indígenas recém-nascidas por desnutrição infantil. Naquele ano, foram R$ 10,6 milhões, ante os R$ 6 milhões de 2004.

Porém, foi sobretudo a partir de 2011 que as cifras saltaram e a ONG recebeu R$ 116,9 milhões porque ampliou os atendimentos, para 17 Distritos Sanitários Especiais Indígena em estados brasileiros.

Ao longo de 2015, primeiro ano do segundo mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), foram repassados R$ 433,4 milhões. E mesmo com o impeachment da petista, seu sucessor, Michel Temer (MDB), manteve em alta os pagamentos, que totalizaram R$ 457.179.711,63 durante 2017.

Contudo, a partir de 2018 houve o fim de convênios firmados pela Missão Caiuá no litoral Sul, Minas Gerias e Tocantins e os repasses federais totalizaram R$ 216.434.766,57. Naquele ano, a ONG demitiu 4.285 trabalhadores e contratou 100, situação que fez Dourados liderar o ranking nacional de vagas formais de emprego fechadas.

À época, o presidente da entidade, Silas de Souza da Silva, garantiu ao Dourados News que as demissões não influenciaram no atendimento à saúde indígena em Mato Grosso do Sul.

Ele explicou que os desligamentos ocorreram em outras regiões, mas foram computados no município por ser a sede.

“Possuíamos 19 convênios atendendo todo o país e agora são nove. Houve as demissões da nossa parte, mas essas pessoas já estão recontratadas pelas novas organizações”, detalhou na ocasião.

Em contato com o Dourados News após a publicação da reportagem, Silas disse que a "queda dos repasses para a Missão Caiua foi em razão da entrega de 10 convênios, os nove que permaneceram mantiveram o valor que vinha sendo repassado em 2018 de acordo com o plano de trabalho aprovado de cada um", disse.

 

*Editada às 15h55 para posicionamento do presidente da Missão Caiuá.

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