A Associação Rural Quilombola Dezidério Felipe de Oliveira promove no dia11 de fevereiro a festa de centenário da chegada de Dezidério Felipe de Oliveira a Dourados. A festa será das 8 às19 horas, na chácara Santa Elísia, na comunidade da Picadinha, e a Prefeitura Municipal de Dourados é parceira no evento, ajudando com a infra-estrutura necessária para a realização da festa.
É na comunidade rural que leva o nome de “Dezidério Felipe de Oliveira” que moram as famílias remanescentes quilombolas, segundo o presidente da Associação Ramão Castro de Oliveira, são mais de 40 pessoas vivendo atualmente na comunidade, e entre elas o neto de Dezidério, Antônio Braga, de 94.
Um dos objetivos da festa é de promover o entendimento da luta e sobrevivência da comunidade negra, suas resistências e perspectivas, uma vez que, os negros não aceitaram docilmente, a sua condição de escravos. A entrada será gratuita e aberta a toda a comunidade.
A festa vai trazer apresentações de danças africanas, apresentações de rap e outras apresentações musicais. O grupo “Fase Terminal de Rap” é uma das apresentações confirmadas para o evento. Segundo o vereador Tenente Pedro Alves, que também está ajudando na organização das comemorações, pelo menos 14 outras comunidades quilombolas de todo o Estado deverão prestigiar o evento.
Ele explica ainda que o evento é de suma importância também para a democracia na comunidade. “No dia das festividades será realizada a eleição do novo presidente da Associação, mostrando a organização que eles tem para manter as tradições do povo negro”, disse ele.
Segundo o vereador Tenente Pedro, único vereador negro de Dourados, 33,11% da população douradense é negra. “A população negra é uma das mais injustiçadas no processo histórico no Brasil, por isso ajudar a manter as tradições da cultura quilombola é de suma importância para de certa forma preservar e relembrar a luta da nação negra em todo país”, afirmou.
Dezidério, o pioneiro
Dezidério Felipe de Oliveira veio do Estado de Minas Gerais, ajudando a trazer uma boiada para a região de Vista Alegre, na volta após um desentendimento com o capataz que cuidava da tropa, não voltou com o restante do grupo, se estabelecendo na região de Vista Alegre, isso no ano de 1907.
Foi aí que conheceu a índia Terena Maria Cândida, casou-se e teve 4 filhos: Benvinda, Thomás, Madalena e Miguel. Em 1927 ele transferiu-se para a região da Picadinha, onde até hoje moram seus descendentes. “A Comunidade Quilombola dá um exemplo de convívio pacífico lado a lado com as outras famílias da região da Picadinha. São cem anos de convívio fraterno em uma das regiões mais importantes historicamente para Dourados. Eles são pioneiros ao lado dos grandes nomes que ajudaram na construção destes 71 anos do município”, afirmou o prefeito Laerte Tetila.
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