Os bancários entram em greve nesta terça-feira (05) em Dourados. São pelo menos 600 trabalhadores da área no município e a expectativa do sindicato da categoria é de que 80% deles façam adesão ao movimento.
Apenas agências como Sicred e Sicoob - cooperativas - não vão parar porque tem data base diferente e já houve acordo com os gerenciadores dessas unidades. O restante das 22 agências dos demais bancos da cidade devem fechar. O cliente que precisar de serviços poderá recorrer apenas ao autoatendimento nos caixas eletrônicos.
Os serviços considerados essenciais serão mantidos, que são aqueles de compensação necessários para o funcionamento do autoatendimento. “Cada banco tem um sistema de trabalhar e vai se organizar, mas geralmente fica uma quantidade mínima para este serviço, para abastecer os caixas, abrir os envelopes de depósito, por exemplo. Mas, a agência não abre para o público”, explica o presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Janes Estigarribia.
O sindicato ainda pontua que haverá equipes de apoio nas agências orientado a população sobre a greve e o atendimento que está ou não sendo prestado. Uma reunião para definir os detalhes da organização da greve foi realizada na noite de segunda-feira (05).
Além de Dourados, a previsão é de que a mobilização também ganhe adesão de outras cidades da região que estão na abrangência do sindicato.
"A greve é crescente, geralmente começa em Dourados e a vai atingindo as outras cidades. A tendência é que se a greve continuar mesmo, todos fechem gradativamente", pontua o presidente.
NEGOCIAÇÃO
A greve é um movimento nacional e a adesão em Dourados foi decidida numa assembleia realizada na quinta-feira (1º) na sede do sindicato, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/bancarios-de-dourados-decidem-entrar-em-greve-a-partir-de-terca-feira). Segundo Estigarribia o motivo é a proposta de reajuste salarial oferecida pelos bancos ter ficado muito abaixo da inflação.
Os bancários pediram 16% de reajuste, a oferta dos bancos foi de 5,5% e a inflação está em 9,88%. “Nos últimos 12 anos a gente sempre teve reajustes acima da inflação e este ano querem nos oferecer um muito abaixo desse índice”, explica o presidente.
Ele ainda argumenta que os cinco maiores bancos tiveram aumento de 27% em termos de produtividade e um lucro de R$ 36 bilhões só no primeiro semestre deste ano. “Nos bancos não tem crise, não tem essa justificativa”, relata.
De acordo com o presidente, uma nova rodada de negociações entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e o Comando Nacional de Greve dos Bancários está prevista, ainda sem data para acontecer. Além do reajuste, o acordo ainda contém valores relativos a benefícios e outros itens.
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