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DOURADOS

Preço da cesta básica sobe quase R$ 50 puxado pela carne, tomate e feijão

06 dezembro 2019 - 10h59Por André Bento

O preço da cesta básica saltou de R$ 383,47 para R$ 432,29 em Dourados entre outubro e novembro. A alta de quase R$ 50 decorre, sobretudo, de três produtos. A carne foi o grande vilão, subiu 27,47%. O feijão ficou 22,81% mais caro e o tomate 22,68%. Entre supermercados, os valores variaram de R$ 407,37 a R$ 458,30.

Todos esses dados constam em pesquisa realizada por acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

O levantamento mostra que no mês passado o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia equivalente a 43,32% do salário mínimo vigente para o país, R$ 998,00, para aquisição da cesta básica.

Esse valor apurado na maior e mais populosa cidade do interior de Mato Grosso do Sul é superior até mesmo ao da capital. Em Campo Grande, conforme a pesquisa, o preço da cesta básica foi de R$ 422,06.

É a primeira vez que isso ocorre desde 2010, pontuam os pesquisadores. Segundo eles, os preços praticados em Dourados superaram os verificados em 12 capitais estaduais do país (Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte, Belém, Recife, Natal, João Pessoa, Salvador, Natal e Aracaju) entre as 16 realizadas.

Considerando que a Constituição Federal de 1988 prevê 220 horas mensais de trabalho para brasileiros, a pesquisa mostra que em outubro um trabalhador douradense tinha que trabalhar 84 horas e 32 minutos para pagar a cesta básica. Em novembro esse tempo saltou para 95 horas e 17 minutos

“Devemos levar em conta que os produtos que compõem a Cesta Básica dependem das estações do ano, por isso, oscilam muito de preços. O que nos deixou muito preocupado quando da realização da análise dos preços da Cesta Básica no mês de novembro é que os produtos com maior peso na composição da Cesta como carne e tomate aumentaram de preços. Mas os aumentos foram muito expressivos, a explicação encontrada para esse aumento expressivo da carne está ligada com a situação externa, tanto o dólar como a China”, assinalam os pesquisadores.

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