O promotor público da Vara de Execuções Penais em Dourados, Renzo Siufi, defendeu há pouco, após vistoria às instalações do 1º Distrito Policial, a imediata construção de uma cadeia pública para desafogar o sistema prisional oferecido hoje pelas celas do 1º DP e da própria penitenciária de segurança máxima Harry Amorim Costa (Phac). Siufi e a promotora Cristiane Cavalcante, da Vara da Cidadania, decidiram abrir procedimento administrativo e encaminhar solicitação à Agência do Sistema Penitenciáriio (Agepen) no sentido de que sejam realizadas diligências emergenciais para que se respeite os mínimos direitos à dignidade dos encarcerados. Ainda hoje, conforme solicitação dos promotores, a Prefeitura de Dourados ficou de enviar um médico para apurar as condições de saúde dos 77 presos do 1º DP. De acordo com o promotor Renzo Siufi, estudos indicam que há uma deficiência de vagas no sistema carcerário do Estado. As projeções revelam que o racional seria que o sistema compreendesse pelo menos 0,5% da população, o equivalente a 10 mil internos. Hoje, em todo o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul, o número ainda é menor. "Ainda que seja para cumprir pena criminal, o preso tem que ter assegurado os mínimos direitos de dignidade", entende Renzo Siufi.
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