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Médico faz projeção e expõe capacidade da saúde para atender situação de emergência

08 abril 2020 - 15h35Por Wender Carbonari

O recado dos especialistas e profissionais de saúde está cada vez mais claro. As medidas de isolamento social têm surtido efeitos positivos na contenção da transmissão do coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso do Sul e, sobretudo, em Dourados.

A afirmação tem base em resultados de estudos apresentados nesta quarta-feira (8) pelo médico Ricardo do Carmo durante entrevista coletiva transmitida ao vivo pelas redes sociais da prefeitura. 

O médico fez questão de destacar o resultado satisfatório do isolamento social em Dourados, pelo menos antes da flexibilização do decreto do comércio.  

“Quero externar o quanto a população foi importante na contenção dessa curva. A gente já vê o impacto que é o número baixo de casos principalmente na cidade de Dourados. Temos que parabenizar a cada um pois vemos que deu certo esse sacrifício nesse primeiro momento”, disse o médico. 

Ele também garante que a Saúde do Estado está estruturada com relação a quantidade de leitos disponíveis para atender a população sul-mato-grossense.

Mas, além da avaliação da situação de momento, Ricardo fez projeções buscando ilustrar a capacidade que a saúde de Mato Grosso do Sul tem na garantia de atendimento caso a situação piore nas próximas semanas.

Ele apresenta uma metodologia científica que permite uma quantificação de leitos de enfermagem e de UTI (Unidade de Terapia Intesiva) necessários em diferentes contextos. 

Para se ter uma ideia, caso as cidades da região de Dourados não aderissem as medidas de contenção contra o coronavírus, a quantidade necessária para atender a população neste cenário poderia chegar a até 166 leitos de UTI e mais de 1.500 leitos de enfermagem até o mês de maio. 

Esta estimativa mostra que, neste contexto ilustrativo, as necessidades extrapolariam a capacidade máxima de atendimento na macrorregião de Dourados, sobrecarregando todo o sistema de saúde.  

Projeção

Para entender a projeção apresentada pelo médico Ricardo do Carmo, membro do COE (Comitê Operativo de Emergência do Estado de Mato Grosso do Sul), temos que considerar a existência de três “cenários” distintos. 

Lembrando que para fazer os cálculos necessários na projeção, Ricardo considera a população aproximada de Mato Grosso do Sul em 2,78 milhões de habitantes, sendo 900 mil residentes na macrorregião de Dourados.

A situação “A” seria sem mitigação, onde a mobilidade social é similar a mobilidade anterior a declaração de emergência, ou seja, antes da chegada do coronavírus. 

No cenário “B” há uma mobilidade social mediana, com medidas relacionadas a contenção das atividades comerciais mais brandas, por exemplo.

No terceiro cenário, o “C”, é onde se chega nas medidas mais rigorosas de suspenção da mobilidade social, semelhantes as adotadas entre os dais 23 de março e 6 de abril em Dourados. 

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