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COVID-19

Programa desenvolvido por universidades calcula tempo para concluir imunização

01 junho 2021 - 18h05Por Da Redação

Pesquisadores de quatro universidades brasileiras, dentre elas a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), criaram um programa matemático que monitora, via internet, os dados da vacinação contra covid-19 no país e projeta estimativa de tempo para imunizar a população. De acordo com o “vacinômetro”, como é chamado o painel que processa os dados, no ritmo em que se encontra o plano de vacinação em Dourados, a previsão para que se complete o ciclo vacinal de 80% das pessoas com mais de 20 anos no município é 24/02/2022.
 
Já a previsão para o estado de Mato Grosso do Sul, utilizando a média dos municípios, é 01/05/2022; para o Brasil, com a média dos estados, a previsão demora um pouco mais: 09/04/2023. É importante salientar que as estimativas apresentadas pelo programa não são definitivas, pois o processo de vacinação é muito dinâmico e, caso haja maior oferta de vacinas, ele será acelerado.
 
Além de permitir que a população tenha acesso às informações para acompanhar todo o processo, o vacinômetro pode auxiliar os gestores municipais e estaduais fornecendo estatísticas que colaborem com a organização e planejamento dos planos de vacinação. Pelo painel, é possível verificar quantas doses foram aplicadas diariamente, quantas pessoas encontram-se em atraso para tomar a segunda dose, quantas segundas doses são necessárias para cumprir o prazo recomendado pelos fabricantes, dentre outras informações.
 
Adriano Oliveira Barbosa é doutor em Matemática Aplicada, professor da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia da UFGD e um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto. Segundo ele, como a base de dados do Ministério da Saúde está cada dia maior (hoje em torno de 60 milhões de registros em uma planilha de 30GB), o tempo de processamento tem aumentado, mas a equipe está trabalhando para tentar manter a atualização diária. Além disso, é preciso um trabalho específico para corrigir inconsistências de dados.

“A maior dificuldade está na inconsistência e anomalias das informações vindas do Ministério da Saúde, como registros duplicados, mesmo paciente com dados cadastrais distintos, vacinas aplicadas antes do início da campanha, pacientes com registro apenas da segunda dose, etc. No início os problemas eram maiores e mais frequentes, mas a qualidade dos dados vem melhorando aos poucos”, explica o pesquisador.
 
O programa foi criado por pesquisadores do “Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria”, da USP. As quatro universidades envolvidas são Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal da Grande Dourados, Universidade Tecnológica Federal do Paraná e a USP de São Carlos.
 
O vacinômetro é, ainda, desdobramento do projeto de pesquisa aprovado pela UFGD, intitulado "Ferramenta de coleta de dados para postos de atendimento e análise de dados da covid-19", cujo objetivo foi coletar e analisar dados da frente de atendimento da covid-19 nos postos de saúde, UPA’s e hospitais. Além disso, foram emitidos relatórios técnicos sobre o andamento da pandemia (https://im.ufal.br/laboratorio/led/iniciativas-covid19/) e a ferramenta foi implantada nos municípios de Campo Alegre e Maragogi, ambos em Alagoas, e estão em funcionamento até hoje.
 
Todos esses estudos foram pensados e desenvolvidos por pesquisadores de universidades públicas. Por isso, Adriano reforça: “Gostaria de destacar a importância do investimento em pesquisa nas universidades e institutos de pesquisa e da colaboração acadêmica para o avanço da ciência. Sem um investimento sério e adequado é impossível o desenvolvimento e criação de novas tecnologias como a vacina, por exemplo”.



 

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