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ELEIÇÕES 2022

Madetta confirma disputa pelo Senado e diz que país perdeu chance de ser referência na pandemia

15 julho 2022 - 17h20Por Jessica Beatriz

Percorrendo os municípios de Mato Grosso do Sul como pré-candidato ao Senado pelo partido União Brasil, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve em Dourados e falou sobre a pré-candidatura e relembrou pontos específicos em que o Brasil falhou no combate a pandemia do novo coronavírus.

Contrariando uma ideia inicial do partido em ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, Mandetta relata que a pré-campanha ao senado é uma oportunidade de escutar as pessoas, “ouvir o que tá saindo do coração, da boca e do estômago das pessoas”.

Ele citou aqueles que protestam pela fome, desigualdade, saúde, segurança pública e na questão indígena. Também mencionou a situação das mulheres que clamam por políticas de enfrentamento ao feminicídio, crime que fez 24 vítimas no Estado, apenas em 2022, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Mandetta afirma que a pré-candidatura ao senado é um chamado para o debate porque havia percebido que o caminho que estavam construindo era quase unitário, de homologação, onde percebia um vácuo de representatividade, por isso, queria dar uma opção para o eleitorado. 

“Ali [se referindo ao Senado] é um local de bom debate, não pode ser samba de uma nota só, tem que conhecer para defender os interesses do Estado”.

Henrique Mandetta ainda citou a política de segurança alimentar e a necessidade de concentrar esforços para mudar a situação, “nunca pensei na minha vida de ver novamente crianças com desnutrição, achei que isso tava completamente superado, mas infelizmente a gente tá vendo”.

Pandemia

Sobre o que foi feito para o combate a pandemia do coronavírus após a sua saída, o ex-ministro da Saúde é direto, “acho que o Brasil perdeu uma oportunidade, primeiro de manter o SUS [Sistema Único de Saúde] unido”, para que Estados, Municípios e União falassem a mesma língua em benefício da sociedade.

O segundo apontamento dele é em relação a hesitação de enfrentar o vírus com vacinas inicialmente, “o Brasil demorou muito para adquirir as vacinas e os laboratórios queriam muito estrear as vacinas aqui”, se referindo ao fato de o país ser referência em campanhas de imunização pelo SUS.
 

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