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CARLOS SILVA

Comandante da PM defende mudanças na Lei: "Prendemos hoje, soltam amanhã, é como enxugar gelo"

24 dezembro 2015 - 07h48

O entrevistado da semana do Dourados News é o tenente – coronel e comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados, Carlos da Silva, que irá abordar o tema sobre a segurança pública em Dourados, com os desafios, dificuldades, metas e também o policiamento dentro das aldeias que agora é feito por equipes da Polícia Militar.

Natural de Campo Grande, o comandante está no município há 19 anos e conta que entre os problemas enfrentados nos dias atuais, está a legislação que deveria ser mais rigorosa.

“A legislação precisa ser melhorada, ela precisa ser firme. Ela tem que ser como nos países de primeiro mundo, onde o cidadão comete o crime e paga por isso”, comentou Silva.

Outro ponto destacado pelo tenente coronel é sobre o efetivo de 364 homens que integram o quadro da PM no 3º Batalhão, e que não ficam restrito apenas a área urbana de Dourados, mas seus distritos e reserva indígena, além de atuar também em Caarapó e Douradina. Para ele a segurança pública deve ser tratada com planejamento assim como os destinados a saúde e educação.

“Eu tenho 364 homens para atender Dourados, Caarapó, Douradina e Itaporã e os distritos de Dourados. Não é suficiente. O ideal é que a nossa cidade hoje estivesse com 500 policiais voltados para o policiamento. A segurança pública foi deixada para segundo plano, ela deve ser tratada assim como saúde e educação com planejamento”, disse.

Veja a entrevista na íntegra

Dourados News- Atualmente a Polícia Militar está realizando o policiamento nas aldeias de Dourados, faça um balanço das ações até o momento?

Carlos Silva-Olha, já estamos atuando nas aldeias, mas ainda não na nossa plenitude, devido a alguns fatores que não dependem da nossa ação, inclusive até da ação do governo do Estado. Foi feito um convenio entre o governo estadual e o governo federal onde deveríamos receber algumas viaturas e equipamentos para agir na plenitude ali dentro. Só que como comandante do 3º Batalhão e também de Dourados, a gente entende que mesmo não recebendo esse material, deveríamos ter iniciado esses trabalhos, justamente para evitar que alguns crimes que ocorrem dentro da nossa cidade acabam indo ali para a aldeia. Tínhamos muitos furtos de moto e nós conseguimos apenas com essas ações nas aldeias diminuir os furtos nosso dentro da nossa cidade. Conseguimos recuperar vários veículos de furto, produto de roubo dentro da cidade, lá dentro das aldeias e também de diminuir um pouco o índice de criminalidade ali, principalmente os crimes violentos. E também quando ocorre, os crimes violentos, como aconteceu nesses dias, temos conseguido dar uma resposta rápida efetuando a prisão, de forma muito rápida. Nós tivemos no último fim de semana em um dia três homicídio e todos a Polícia Militar conseguiu prender os autores de forma muito rápida. Então a nossa atuação na aldeia é de uma forma ainda que comunitária, tentando fazer com que a comunidade indígena entenda que precisa seguir certos ritos, legislação - respeitar - principalmente com a utilização de bebidas alcoólicas, evitar o uso de entorpecente. A própria liderança indígena é contra as ações da utilização desses materiais dentro das aldeias. E o balanço inicial desse ano é de forma positiva conseguiu dar uma pequena melhora, não é o que a gente quer ainda, pois queremos melhorar muito mais.

D.N.-Como era antes e o que mudou?

C.S.- Só uma situação que me causa estranheza, de como era antes. Na aldeia tinha um policiamento de 24h da Força Nacional, que ficava duas equipes dentro das aldeias. A gente não via ou percebia a ocorrência, atendimento à população indígena, assim como preocupação em relação aos crimes lá, tanto é que muito poucos veículos foram recuperados lá durante esse período todo que a Força Nacional esteve na região. Não é uma crítica contra a FN, mas aos profissionais que de alguma forma deixaram de atuar como deveriam ali dentro. E a Polícia Militar que tem uma responsabilidade para com o município e com a população indígena estamos atuando, diferente, tanto comunitariamente, se aproximando da comunidade indígena, quanto preventivamente e repreensivamente o que tem melhorado um pouco os números.

D.N.- Qual o efetivo que atua nas reservas?

C.S.- Os efetivos da reserva são o mesmo que atuam nas ruas, a reserva indígena é tratada como um bairro de Dourados e não de forma diferente. Ela é um bairro, está inserida dentro do município de Dourados e não tenho como tirar o efetivo da cidade para colocar só nas aldeias, isso seria uma irresponsabilidade por parte do comandante, eu devo para essa população douradense, então o meu respeito e o meu respaldo. Então o que a gente faz, atua nas aldeias como dentro da cidade de Dourados, com rondas, abordagem e se houver ocorrências ligando no 190, vamos atender de forma normal como atendemos o cidadão comum, que não é das etnias indígenas.

D.N.- As lideranças indígenas colaboram e são fundamentais para o trabalho realizado pela polícia dentro das aldeias?

C.S.- Sim, claro, principalmente para poder passar, nesse início de trabalho as lideranças precisam fazer com que os índios entendam a nossa atuação. Não é fácil você atuar lá repressivamente, quase todas as motos que nós fizemos as apreensões, motos oriundas de furto ou roubo, teve uma reclamação ou outra que a gente estava tirando moto de trabalhadores, mas na verdade essas pessoas, a maioria das vezes dessas recuperações, o índio que estava com a moto ele foi enganado, ele comprou o veículo talvez por um desconhecimento da legislação, comprou o veículo irregular, não checou ou não buscou verificar a documentação e acabou com uma bomba na mão, com um material roubado. Então ele usa o veículo para trabalhar, mas durante a abordagem a gente não pode fazer a diferença, o índio é enquadrado por receptação e o veículo é apreendido e isso gera claro, um descontentamento. A liderança ela atua informando, mostrando para a população como vai ser o nosso trabalho, como deve ser feito e também apoiando os trabalhos de repreensão mais firmes em relação ao tráfico e a ingestão de bebida alcoólica que ali, que no meu ponto de vista é um dos maiores problemas hoje.

D.N.- No início houve problemas com moradores daquela região, como está o ‘clima’ agora?

C.S.- Não vou dizer que houve problema com os moradores da região, o que acontece é que nós percebemos que alguns bairros mais próximos das aldeias tinham um índice de furto maior do que outros. Quando a gente começou a atuar nas aldeias e proximidades, é claro que esse índice diminuiu bastante, até pela nossa atuação dentro e fora das aldeias e também pelo apoio e conscientização das lideranças indígenas. Então problemas com os moradores próximos não houveram, o que teve foi uma melhora sensível na diminuição dos índices de furto nessa região. Mas a gente prevê que futuramente com a implantação de uma equipe específica naquela região vai melhorar mais ainda o policiamento.

D.N.- Qual a maior dificuldade que a PM enfrenta para realizar o policiamento nas reservas?

C.S.- Cultural, a maior dificuldade é a diferença cultural. É difícil o diálogo com os indígenas, porque eles não nos entendem e nem a gente consegue entender o que eles estão falando. E a cultura do índio é guerreira, de se defender, então muitas vezes você vai fazer uma ação que é necessária e repressiva contra o determinado indivíduo, o grupo, que culturalmente se defende, acaba interferindo nessa ocorrência e isso pode acarretar em um embate ou risco maior a guarnição. Hoje a gente atua nas aldeias com o grupo táticos e essa é a nossa maior dificuldade, por que os grupos táticos são menores e quando estou com um grupo na aldeia eu acabo tirando de uma área central ou que possibilite apoiar outra guarnição. E porque a gente utiliza um grupo tático? Porque é o grupo que está preparado, tem equipamentos para atender as demandas lá dentro, já visando a possibilidade de um tumulto. Então a nossa maior dificuldade é cultural, de fazer o índio entender porque está sendo preso e agimos dessa forma.

D.N.- Em Dourados, como o senhor vê a criminalidade na cidade?

C.S.- Para ser bem sincero, estamos enxugando gelo. Só esse ano já fizemos a prisão ou o cumprimento de mais de 500 mandados de prisão, que eram de pessoas que deveriam estar presas e que estavam nas nossas ruas. 500 pessoas foram presas só por isso, aqui em Dourados. Fora por outros delitos e a cada dia a gente vê mais criminosos nas ruas, ou quando a gente prende passa pouco tempo, o criminoso está nas ruas. Então estamos preocupados, a segurança pública está preocupada, não só a Polícia Militar, a Polícia Civil, outros órgão de segurança pública. Tentamos dar o melhor para a população, melhorar, mas infelizmente a gente prende e a legislação solta, não o juiz. A legislação mesmo que é fraca, a gente prende a legislação solta. O cara é condenado a 10 anos, cumpre um ano, solta, então eu não entendo isso. Mas como um bom guerreiro a gente não desiste e todo dia a gente vai para a rua com a mesma vontade, com o mesmo vigor. Se soltar e o cara fizer coisa errada a gente prende de novo, o nosso metiê e o porquê da Polícia Militar não desistir é isso ai, é a gente combater o crime.

D.N.- O que precisa ser melhorado?

C.S.-A legislação, ela precisa ser urgentemente melhorada, ela precisa ser firme. A legislação tem que ser como nos países de primeiro mundo, firme, onde o cidadão comete o crime e ele paga por isso, eu não posso por alguns aspectos, como no caso dos menores, não podem ser presos, mas podem cometer crime! Menor não pode trabalhar, mas pode cometer crime! Não pode apanhar dos pais, mas pode cometer crime! Não pode sofrer bullying, mas pode fumar maconha, matar, roubar, assaltar. O cidadão pratica um homicídio tira a vida de outra pessoa, vai preso, se não for em 24h, fugiu do flagrante, não fica mais preso, ele responde em liberdade. O indivíduo vai preso, mas quem paga a prisão, moradia e a comida dele dentro da prisão sou eu, que pago meus impostos, eu não consigo entender essa legislação nossa. Ela é totalmente contra o cidadão de bem, então eu acho que o que tem que ser urgentemente melhorado é a nossa legislação.

D.N.- Quantos policiais atuam na cidade hoje?

C.S.- Olha já há bastante tempo que a segurança pública do país inteiro trabalha com o efetivo menor do que deveria. Sempre a segurança pública, inclusive na nossa legislação, na nossa constituição na forma como é moldado o nosso país, ela foi deixada para segundo plano. Eu tenho orçamento para a saúde, para educação, mas não tenho orçamento para a segurança pública. E o governo federal investe o que ele quer em segurança pública e da forma como ele quer, então isso no meu ponto de vista não funciona, ela também deveria ter um orçamento. Com relação ao efetivo ele teve uma melhora, nesse último ano, uma melhora com o curso de soldados que teve, mas ainda não foi suficiente para a gente atender a população como deveria atender. O próprio governador fez um contato comigo me questionando qual as dificuldades hoje no atendimento em Dourados e foi passado para ele que um dos pontos são as nossas viaturas, que não são adequadas para o nosso tipo de asfaltamento e com relação ao efetivo. Ele foi bem sensível com relação ao efetivo, ele me falou que vai melhorar para Dourados, o Estado está buscando algumas formas, mas temos que ver que segurança pública não é barata. E por isso eu acredito que tem que ter valores de referência já separados para essa área, para que a população não acabe sofrendo. Porque quando você investe em segurança, você diminui o gasto com hospitais, com outras situações, como por exemplo, o tráfico, com homicídio, com outras situações que a falta de segurança pública acaba causando, na segurança, saúde e na educação. Eu tenho 364 homens para atender Dourados, Caarapó, Douradina e Itaporã e os distritos. Não é suficiente, nem o ideal, hoje atendemos com planejamento, com a doação dos nossos policiais que não são policiais comuns, que correm atrás que não ficam apenas as suas 24h de forma tranquila, eles buscam prender, fiscalizar, abordar. Tanto é que nós prendemos 500 pessoas com mandados de prisão, isso é fruto de abordagem, então para o policiamento hoje e mesmo que bem planejado ainda assim não é o suficiente. A cidade está crescendo e a Polícia Militar, os órgãos de segurança pública tem que crescer em número e volume se não vamos ter dificuldades em atender no futuro. Hoje conseguimos atender, mas no futuro teremos dificuldades. O ideal, seria que a nossa cidade hoje estivesse com 500 policiais voltados para o policiamento. Que o Batalhão de Dourados estivesse 500 policiais, esse seria o ideal, a gente está trabalhando para isso, o governo estadual também e eu acredito que com esses investimentos já planejados (que estão sendo planejados), para 2016 a gente consiga chegar bem próximo a isso. O que eu ouvi falar, o que me passaram e o que eu defendo é que 2016 vamos começar a investir, que 2015 nós só pagamos a conta de atrasos e no ano que vem vamos começar a investir em segurança. Eu confio muito que isso vai acontecer e torço muito, para que isso aconteça em Dourados.

Outro ponto destacado pelo tenente coronel é sobre o efetivo de 364 homens que não chega ao ideal

D.N.-Há previsão de novos militares para a corporação?

C.S.- Sim, mas isso depende de planejamento a nível de estado. O que chegou a minha pessoa, em conversa com o próprio governador (Reinaldo Azambuja), pelo menos uma melhora sensível no aumento de 100 homens para esse novo ciclo de encaminhamento, esse novo ano, mas vai depender muito de planejamento, não depende só de mim, ou só do governo. Depende de fatores como arrecadação, legislação, concurso público, possibilidade de pagar, porque não adianta só contratar tem que ter dinheiro para pagar, depende também do governo federal investir. Uma bandeira que defendemos muito é que somos porta de entrada para o tráfico, só que aqui ficam os presos/ traficantes de São Paulo, Goiás, Paraná de todos os cantos do Brasil e com um volume de drogas muito grande, que se toda a população de Mato Grosso do Sul utilizasse, não conseguiria fumar toda a maconha que a gente consegue apreender aqui, é muita coisa, são mais de 70 toneladas esse ano, é muita droga. Aqui apreendemos mais de 30% de toda droga que entra no país. E ficamos com esse preso, com essa conta e nós não recebemos por contra partida, nós estamos aqui trabalhando e suando com as nossas equipes do DOF (Departamento de Operação de Fronteira), com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual) e equipes de policiamento ordinários, estamos trabalhando para evitar que essa droga chegue até os grandes centros, São Paulo, Rio de Janeiro e outros lugares. E nós estamos trabalhando para isso. E desgasta o policial, você trabalhando para outro, eu acredito que a gente deveria merecer uma contra partida, de todos esses estados com relação a isso ai.

D.N.- Como o senhor classifica as ‘Operações’ realizadas durante os fins de semana para combater a criminalidade?

C.S.- Olha, hoje a Polícia Militar trabalha com levantamento de dados, a gente tem um problema instaurado hoje em Dourados que se chama ‘perturbação de sossego’, eu tenho média na noite de quinta a domingo, mais de 40 ocorrências de perturbação de sossego. Todos praticados por jovens que estão nas ruas com seus veículos, muitas vezes usando bebidas alcoólicas, desrespeitando o direito do outro cidadão. Isso acaba tirando as nossas viaturas do atendimento principal que é do cidadão com aquela necessidade, o que a gente gostaria que melhora muita das vezes é que não é as operações e sim a conscientização do cidadão. Hoje a avenida Marcelino Pires, em determinado horário eu passo ali com a minha família e fico muito triste em ver o que os jovens estão fazendo nas nossas ruas. Um total desrespeito e agimos dentro da nossa possibilidade, mas a minha prioridade é atender aquele cidadão que está correndo risco, que está tendo a sua casa furtada, o seu comércio assaltado, onde há tentativa de homicídio. Essa é a nossa prioridade, depois a gente vai mexer com som alto. Por mais operação realizamos, nunca vamos conseguir resolver esse problema se o cidadão não se conscientizar e respeitar o próximo. Se a operação funciona, funciona, melhora, mas se houvesse conscientização dos nossos jovens, se os pais ensinassem os filhos a respeitar o vizinho, o amigo, o direito do outro, seria muito mais fácil.

D.N- Como é feito os trabalhos sociais pela PM e onde são realizados?*

C.S.- Excelente a pergunta, temos vários trabalhos sociais. Esse ano que vem, nós vamos retornar o projeto ‘Cavalgando para o Futuro’, é um projeto da cavalaria, onde a realizamos aulas de reforço escolar, para jovens carentes, crianças carentes, cidadania, aulas de práticas de cidadania, orientação pedagógica, nós temos psicólogos ali acompanhando, equoterapia. Temos o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência), projeto voltado para escola como proteção aos nossos jovens com relação a uso de entorpecentes. Nós temos em Campo Grande e vamos implantar aqui, o projeto ‘Bom de Bola, Bom de Escola’, que é um projeto que os policiais militares dentro do quartel ministram instruções/aulas de futebol e também apoio escolar, atuamos em palestras em escolas com determinado problema, como por exemplo, a delitos e a outros fatos envolvendo tráfico, encaminhamos uma equipe para o local para que eles possam fazer palestras e conscientizar os jovens e também os pais se assim for necessário. A Polícia Militar está sempre à disposição, temos o policiamento comunitário, que é um projeto que hoje atua de forma preventiva, nas áreas com mais crime e nas áreas mais sensíveis de Dourados. Sempre encaminhamos uma equipe de policiamento comunitário e com a base comunitária permanece lá, durante um certo período, por vários dias, fazendo um trabalho de conscientização, fiscalização, abordagem, nessa área de conflito e temos vários projetos e se a população também tiver projetos, que possam vir a se juntar aos nossos e melhorar ainda, nós estamos à disposição.

D.N.-Na sua opinião como deve ser o trabalho da polícia nos dias atuais?

C.S.-A polícia tem que agir de forma comunitária, mas levando em consideração a necessidade do cidadão. Em alguns locais a Polícia Militar tem que agir de forma firme e forte, dando uma resposta rápida para que a população. O criminoso tem que entender que ele é firme, eu não posso dar a entender aos criminosos que a polícia vai ceder, se um policial fraquejar outros dois estão ali para ampara-lo e sempre vai ser assim. Em Dourados, a Polícia Militar trabalha junto com outras forças policiais, o que é muito bom. As forças atuando junto. A população unindo-se a esse ideal, nós somos muito fortes, no meu ponto de vista a polícia tem que ser como a sociedade precisa, como a sociedade quer que ela seja. Que seja comunitária quando necessite e que seja muito firme quando ocorrer o crime. E peço muito que a população esteja sempre presente, sempre nos apoiando, porque é o nosso cliente. Se a gente faz um trabalho, esse trabalho tem que ser feito para ela, tem que ser de uma forma que a população aceite bem o nosso trabalho e que possa viver tranquilo. Eu não consigo entender em uma cidade como Dourados, o cidadão não ter condições de ir para as ruas com sua família, ir para a praça tomar um sorvete e passear. Eu ainda sou do tempo antigo que passear na praça é muito bom, melhor que ficar em casa mexendo com o smartphone. Mas eu gosto muito de ir na praça e ver a Guarda Municipal ali, fazendo o policiamento, as famílias ali reunidas com os pais e as crianças, é isso que a gente quer para a população e que a Polícia Militar tem que oferecer para a população, tranquilidade. E ela tem que ser cobrada, sempre que ela errar, ela tem que ser cobrada, a minha sala está à disposição, os meus policiais são considerados dentro dos melhores do Estado, o trabalho que eles fazem aqui, com o efetivo que tem e com as condições que tem, eles fazem um trabalho de excelência então eu acho que a Polícia Militar está em um nível muito bom de aceitação, a população aceita, os outros órgãos apoiam, os nosso policiais trabalham bem, o que falta são alguns fatores que independem da gente as suas melhorias.

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