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DIOCLÉCIO ARTUZI III

Contemplados ainda não sabem quando terão casa própria

23 setembro 2015 - 12h15

Um grupo de aproximadamente 20 pessoas contemplados com casas no Residencial Dioclécio Artuzi III, na região do Jardim Guaicurus, procuraram a CEF (Caixa Econômica Federal) na manhã desta quarta-feira (23) em busca de informações e posicionamento sobre quando serão entregues as residências sorteadas em outubro de 2013. O imbróglio se estende desde que grupo de sem-teto invadiu o local em abril deste ano.

“Queremos uma resposta, pois na última reunião que tivemos com a Caixa eles disseram que seria entregue por etapas [as casas], mas até agora nada. Outra coisa que eles não passaram para nós é sobre a possibilidade de entregar as casas do jeito que está, muitos fizeram o documento pedindo, mas nenhuma informação se foi aceito ou não eles nos deram”, contou Sueli Alves Dias Filho, 33 anos que trabalha como garçonete.

De acordo com a contemplada, 25 casas seriam entregues no final de julho e conforme seriam terminados os imóveis por quadras as famílias poderiam entrar nelas. Ela disse ainda que continua o jogo de ‘empurra, empurra’, entre prefeitura, Caixa e a construtora que executa a obra.

“Estamos cansados de tanta enrolação, eles prometem e nada acontece. Sei que o gerente disse para uma das pessoas que está a par de toda a situação, que agora não tem previsão de quando irão entregar, então fica difícil a nossa situação, já que muitos pagam aluguel e aguardam há anos por uma casa”, enfatizou a garçonete.

A reunião que Sueli se refere, aconteceu no dia 22 de julho, na agência da avenida Weimar Gonçalves Torres.

Na ocasião os populares pediram que os imóveis fossem entregues da maneira que estão, ou seja, inacabados. Eles foram recebidos pelo gerente regional da CEF, Ubiratan Rebouças Chaves e ainda os secretários municipais de Planejamento Luiz Roberto Martins de Araújo e de Infraestrutura Jorge de Lúcia participaram do encontro.

Na época o gerente pediu paciência para as famílias e disse que a invasão teria atrasado a entrega, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/imbroglio-continua-e-moradores-pedem-entrega-de-casas-mesmas-inacabadas).

No encontro ele disse ainda que, até o final de julho, 25 casas seriam concluídas e já disponibilizadas para os sorteados. Os imóveis seriam das quadras 21,22,28 e 29 e o prazo para a entrega, segundo Ubiratan era até o dia 30 de julho.

“Vamos entregar essas casas, depois vamos tentar fazer fechando uma quadra, com aproximadamente 100 casas e então entregar, mas a previsão é que até o final do ano sejam entregues todas. Estamos trabalhando para que os contemplados recebam os imóveis o mais rápido possível”, explicou o gerente na época.

Porém, na reunião desta manhã, a CEF alegou que só poderá liberar os imóveis a partir do momento em que toda a obra estiver concluída.

Outra que também esteve no local a procura de informações foi a doméstica de 39 anos, Maria Aparecida Dias dos Santos. Ela contou ao Dourados News que não aguenta mais a situação.

“Complicado, eles estão nos fazendo de ‘bobos’, falam uma coisa depois outra. Nós buscamos informação e ninguém resolve nada. As obras estão paradas, sei que tem 100 casas prontas, mas que não tem previsão de quando serão entregues, então porque eles nos falaram que seria por etapas? Então falassem que não tinha previsão”, disse Maria Aparecida.

Outra alegação feita pelo grupo, foi a promessa que todas as 450 casas seriam entregues até o final de outubro, mas segundo eles, como a obra está parada será impossível que a entrega na data ocorra.

“Eles poderiam nos colocar a situação real, falar se estão com problemas para terminar a obras, mas não falar uma coisa depois outras e no final, nada se resolve”, comentou Rosangela Aparecida dos Santos, 36, que trabalha em uma lavanderia.

No dia 27 de julho as 450 famílias se reuniram no auditório da prefeitura para assinarem um documento como [tentativa para recebimento das residências antes mesmo de ficarem prontas](http://www.douradosnews.com.br/dourados/confusos-comtemplados-do-dioclecio-iii-se-dividem-sobre-a-entrega-de-casas). Muitos optaram por não assinar devido as informações ‘cruzadas’ que tiveram em relação ao termino do imóvel.

Os imóveis foram invadidos no dia 12 de abril deste ano por 450 famílias sem teto- Foto: Rodrigo Bossolani

Posicionamento para os contemplados

O Dourados News entrou em contato com uma das contempladas que participou da reunião, nesta manhã de acordo com a recepcionista, Flávia da Silva Souza. Segundo ela, as famílias foram informadas de que não há previsão para que seja entregue os imóveis, pois depende da matriz liberar um valor, por conta dos danos que foram causados nos imóveis com a invasão.

“A gerência nos atendeu e disse que não tem posição de quando serão entregues as casas, pois com a invasão eles tiveram prejuízos e precisa que a matriz libere o valor para que possam ser terminadas e entregues. Disseram que houve vistoria em todas as casas para levantar o que foi destruído e que precisaria ser consertado, então, demora tempo para que a matriz libere o valor para que possa continuar a obra”, disse Flávia.

A possibilidade de entrega por etapas, conforme seriam terminadas, não irá mais acontecer, segundo o gerente que recebeu o grupo. “Não tem como entregar parcial, será por inteiro, ou seja, quando todas estiverem prontas. Ele disse que está aguardando uma resposta da matriz e que se dentro de 15 dias, nós quisemos voltar lá para saber se há uma resposta, poderíamos. Agora só nos resta aguardar”, pontuou a recepcionista.

Relembre o caso

[Os imóveis foram invadidos no dia 12 de abril](http://www.douradosnews.com.br/dourados/aproximadamente-450-familias-invadem-casas-no-deoclecio-3) deste ano por 450 famílias sem teto. Elas permaneceram no local por um mês, deixando as casas após uma ordem de reintegração de posse, expedida no dia 15 de abril e assinado pela juíza da 4ª Vara Civil Daniele Vieira Tadin.

Ao deixarem os imóveis, [muitos foram depredados, o que fez a obra atrasar mais](http://www.douradosnews.com.br/dourados/familias-que-invadiram-dioclecio-iii-sao-notificas-para-deixarem-as-casas).As casas foram sorteadas em dezembro de 2013, com data de serem entregue para as famílias em julho de 2014.

Desde então as famílias contempladas, dizem viver com o medo de novas invasões, e também buscam entrar no imóvel, pois temem perderem o direito que foi adquirido, após anos de espera.

Com isso várias reuniões foram feitas entre Caixa, prefeitura, construtora e os contemplados.

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