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MORTE NO CAMPUS: Bombeiro precisou auxiliar Samu em socorro por falta de maca

19 agosto 2014 - 14h18

Thalyta Andrade

O problema relatado há cinco dias pelo Dourados News, sobre retenção de macas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Hospital da Vida [(confira matéria clicando aqui)](http://www.douradosnews.com.br/m/dourados/hospital-da-vida-estaria-de-novo-retendo-macas-do-samu-para-acomodar-pacientes) ficou evidente novamente hoje pela manhã, durante o socorro prestado a um aluno de 60 anos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) que sofreu um infarto dentro do campus da Cidade Universitária e acabou falecendo.

A informação foi confirmada ao Dourados News pelo Corpo de Bombeiros, que informou ter sido acionado pelo próprio Samu a prestar apoio no atendimento pela falta de maca da ambulância que havia se deslocado até o local.

“Assim que fomos acionados nos deslocamos até a Cidade Universitária para prestar esse auxílio. Não houve demora no deslocamento. A equipe do Corpo de Bombeiros não prestou socorro, e sim apoio à equipe do Samu que já estava lá e nos acionou porque não tinha maca disponível”, explicou o tenente Aleixo Ramos do Amaral, oficial do dia no Corpo de Bombeiros.

Ainda conforme o tenente, um dos militares caiu de uma árvore enquanto executava o trabalho poucos minutos após a única ambulância do Corpo de Bombeiros disponível se deslocar até a UFGD, e o militar teve de aguardar o retorno da mesma do campus para ser socorrido pelos colegas.

“Foi uma situação que aconteceu quase que simultaneamente e nosso militar esperou o retorno da ambulância por mais ou menos uns 20 minutos porque não tinha como ele ser transportado em caminhão pela gravidade da queda”, finalizou Amaral.

Segundo Samu, nada interferiu no pronto socorro

Procurado pelo Dourados News o coordenador geral do Samu em Dourados, Eduardo Silveira, mostrou-se bastante indignado com as críticas sobre uma possível demora de pelo menos uma hora no socorro, como foi relatado por alunos que presenciaram a situação [(confira matéria clicando aqui)](http://www.douradosnews.com.br/dourados/estudantes-acusam-falta-de-estrutura-para-socorro-na-ufgd).

“Imediatamente após sermos acionados deslocamos a unidade avançada, com médico, enfermeiro, e técnico de enfermagem para prestar o socorro. Considerando a distância entre a base e o campus, chegamos no tempo mais rápido possível, mas posso garantir que o socorro não demorou dessa forma como estão acusando. Eu estava presente, e vi que o nosso atendente nem havia terminado de registrar a ocorrência no nosso sistema e a equipe já estava saindo para fazer o socorro. Fizemos o nosso trabalho da melhor maneira possível, e essas acusações não procedem”, desabafou Silveira.

Sobre a falta de maca na unidade que se deslocou para prestar o socorro ao acadêmico, o coordenador disse que não tinha conhecimento desta informação, e que o apoio do Corpo de Bombeiros em atendimentos é algo “comum dentro de uma parceria natural”. Por fim, Silveira reforçou novamente que nada interferiu no pronto atendimento do aluno, mas ainda que não especificamente neste caso, admitiu que há problemas com retenção de macas. “Isso é uma realidade, mas exclusivamente nossa, acontece no país inteiro como reportagens recentes mostraram”.

O caso

No dia 14, o Dourados News publicou matéria revelando que as macas usadas no socorro imediato prestado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) são também feitas de leitos para a acomodação dos pacientes no Hospital da Vida, o que acaba impedindo ambulâncias de circularem. O caso seria a continuidade de um problema que já havia sido revelado em maio deste ano [(confira matéria clicando aqui)](http://www.douradosnews.com.br/m/dourados/por-falta-de-macas-socorristas-tem-que-em-prestar-as-das-ambulancias-para-o-hv).

Conforme informações repassadas ao Dourados News o socorro do Samu acontece e as macas ficam retidas no hospital por horas até que sejam liberadas e possam retornar à ambulância, e enfim deixá-la à disposição para um novo atendimento.

Ainda na matéria publicada no dia 14, a secretaria municipal de saúde se manifestou afirmando não ter conhecimento com relação ao caso, e que se de fato as macas estão sendo retidas e feitas de leitos, explicações e também a responsabilidade por providências é da direção administrativa do Hospital Evangélico, que ainda é o gestor oficial do Hospital da Vida.

Também procurada pelo Dourados News na época, a assessoria da superintendência do Hospital Evangélico disse que encaminharia um posicionamento sobre o caso, o que não aconteceu.

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