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DOURADOS

Polícia investiga homicídio e não descarta omissão do HU

25 agosto 2014 - 09h46

Thalyta Andrade

A Polícia Civil de Dourados apura a morte de Marcos Fernandes Guilherme, 30, que foi baleado ontem à noite em um bar localizado no Parque do Lago. Ele levou dois tiros que o atingiram na cabeça, e foi socorrido por populares que o levaram para o HU (Hospital Universitário), que fica próximo do local do fato. No entanto, a unidade de saúde não é ‘portas abertas’, ou seja, não é referência para este tipo de atendimento, que é encaminhado para o Hospital da Vida.

Conforme as informações preliminares que chegaram à polícia, encaminhadas por populares que participaram do socorro, Guilherme sequer teria sido colocado em uma maca, enquanto servidores argumentavam que a unidade não prestava este tipo de atendimento e acionavam o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Enquanto houve o ‘impasse’ Guilherme teria sido deixado no corredor do atendimento de ginecologia e obstetrícia do HU. Quando o Samu finalmente chegou, Guilherme já havia falecido.

Procurado pelo Dourados News, o delegado titular do 1º Distrito Policial, Lupércio Degeroni, explicou que o caso começa sendo investigado apenas como homicídio, já que a vítima morreu. No entanto, a possibilidade de haver dentro dessa investigação uma responsabilização do HU por omissão de socorro não está descartada.

“Vamos ouvir todos os envolvidos nesse socorro que foi dado por populares, e também no HU. Se a pessoa responsável por prestar atendimento na unidade, ainda que lá não seja um local de referência, tiver comprovadamente conduzido a situação de forma que caracterize uma omissão de socorro, ela pode ser responsabilizada conforme prevê o artigo 135 do Código Penal”.

O delegado explicou que ainda que os populares que participaram do socorro não tenham formalizado uma queixa direcionada ao HU, a investigação pela omissão de socorro é um fato que pode surgir naturalmente no decorrer do trabalho, conforme a apuração do crime de homicídio.

“Observamos também uma análise detalhada no aspecto de se considerar que ainda que a pessoa tivesse sido socorrida ali, assim que chegou, sem ter de esperar o Samu, se ela teria condições de se salvar ou não. Podemos ouvir especialistas que apontem isso com base no quadro em que o ferido chegou ao hospital, o tipo de ferimento que teve, entre outros fatores de influência na consequência final”.

Por fim, Degeroni ressaltou que o caso ainda é tratado apenas como crime de homicídio, mas disse mais uma vez que caso seja comprovada a omissão, o HU pode sim ser responsabilizado criminalmente. “Se tinha plenas condições de socorrer imediatamente e houve indiferença, alguém vai responder por isso”, finalizou o delegado. Os suspeitos de serem os autores do assassinato de Guilherme continuam foragidos e ainda não foram identificados.


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