O projeto "Che turno: agora eu vou falar as histórias e as culturas indígenas sul-mato-grossenses como você nunca ouviu", foi lançado na manhã de sábado (7/3), em Dourados. A proposta visa a realização de podcast para garantir protagonismo das comunidades do município, através da narração de suas próprias histórias, culturas e perspectivas.
O evento ocorreu na AJI (Ação Jovens Indígenas), na Aldeia Bororó e contou com lideranças e autoridades.
Denominado "Fala, Guateka!", o podcast terá sete capítulos sobre arte e cultura, educação, beleza, representatividade indígena na política, além de relatar a origem da Reserva Indígena de Dourados e também religião.
A iniciativa é coordenada pela professora Mary Fernanda, através do Neabi (Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas) do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), contando com a parceria da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), SEAF (Secretaria de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais) e Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
"A finalidade do projeto é garantir protagonismo às populações indígenas na narração de suas próprias histórias, culturas e perspectivas, rompendo com visões estereotipadas e ampliando espaços de escuta, respeito e valorização das vozes indígenas. Além disso, o projeto também busca promover formação prática, especialmente por meio de oficinas, para que jovens indígenas possam desenvolver competências em comunicação digital, produção de podcast, edição de áudio e edição de vídeo, ampliando oportunidades de participação social, qualificação curricular e inserção no mundo do trabalho. O objetivo central é, portanto, unir preservação cultural, inclusão, formação e inovação social em uma mesma proposta", disse a coordenadora.
O projeto conta com 13 participantes, entre eles profissionais de diferentes áreas e instituições. Participam da equipe Ana Lucia Rossate (Anarandá), Aroldo Careaga, Bárbara Marques Rodrigues, Camille da Silva Souza, Cryseverlin Dias Pinheiro Santos, Elizete de Souza Bernardes, Evandro Luís Souza Falleiros, Gabriela dos Santos Vito, João Batista Alves de Souza, Marlon Glauber Marinho, Mary Fernanda de Sousa de Melo, Tiago Tristão Artero e Willerson Lucas de Campos Silva. 
A proposta envolve ainda comunidade indígena, parceiros institucionais e, posteriormente, o público ouvinte e os estudantes que participarão dos debates do Clube do Pod.
Foram ofertadas quatro oficinas formativas, sobre criação de Instagram e podcast, e depois sobre edição de áudio e vídeo.
Na sequência aconteceram gravações dos episódios no IFStudio do IFMS Campus Dourados.
No canal Fala, Guateka! no YouTube, já foram divulgados o vídeo de apresentação da temporada e os episódios como "Arte que vira resistência", "A aldeia atravessa fronteiras", seguindo com uma atração a cada semana também na plataforma Spotify.
Por fim, acontecerá o "Clube do Pod", onde os estudantes irão assistir aos episódios e debater sobre eles, com o intuito de gerar maior conhecimento sobre as diferentes histórias e culturas.
No discurso de lançamento, a coordenadora Mary Fernanda relatou que o projeto nasceu quando decidiu transformar a falta de conhecimento das pessoas junto à comunidade indígena, em escuta, diálogo e aprendizagem.
"Fui buscando diretamente os povos originários para perguntar se a proposta fazia sentido e como ela deveria ser construída. Foi desse movimento de ouvir os protagonistas que surgiu o Che turno, expressão guarani que significa "minha vez" ou "agora é minha vez", sintetizando a essência do projeto. Depois, a proposta foi ampliada: não seria apenas um podcast, mas uma ação com participação ativa do público-alvo do início ao fim, incluindo oficinas e formação prática. O podcast recebeu então o nome público de Fala, Guateka!, tornando-se a voz concreta dessa iniciativa", relatou.

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Projeto foi lançado na manhã de sábado em Dourados - Crédito: Divulgação