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DENGUE

Pesquisadores da UFGD criam alternativas no combate ao Aedes aegypti

27 novembro 2020 - 18h50Por Da Redação

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) é uma das entidades que compõem a Frente Parlamentar de Enfrentamento à Tríplice Epidemia: dengue, zika e chikungunya. A iniciativa é liderada pela Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e busca, durante todo o mês de novembro, mobilizar a sociedade civil no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas três graves enfermidades.
 
Além das ações que foram realizadas ao longo deste mês de novembro junto à Frente Parlamentar, a UFGD se destaca pelo combate ao mosquito Aedes aegypti por meio das pesquisas desenvolvidas na instituição.  
 
Sob a coordenação da professora Alexeia Barufatti, um grupo de pesquisadores estão desenvolvendo um bioativo que mata a larva do mosquito Aedes aegypti. O grupo de pesquisa é formado por alunos de iniciação científica, de mestrado, de doutorado, pós-doutorandos, além de docentes da UFGD, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
 
O bioativo é feito a partir de um resíduo do processamento da castanha de caju, e poderá ser usado em detergentes e produtos sanitizantes, facilitando o combate ao mosquito. “A indústria que comercializa a castanha do caju gera como resíduo um óleo, chamado LCCT. Esse óleo tem um princípio ativo contra as larvas do mosquito Aedes aegypti. No entanto, como todos sabem, o óleo não mistura bem com a água. O que estamos fazendo é modificar quimicamente esse óleo para torná-lo solúvel na água, aumentando assim sua atividade biológica contra as larvas do mosquito”, explica Bruno Crispim, pós-doutorando e docente na UFGD.
 
O grupo de pesquisadores já desenvolveu cinco bioativos diferentes, e que estão passando por melhorias. Conforme Bruno, as pesquisas não só comprovam que o produto tem efeito larvicida, como também já foram realizados testes de efeito ambiental verificando que ao chegar aos rios e córregos, o produto apresenta pouca ou nenhuma toxicidade em organismos não-alvos como algas, peixes e crustáceos.
 
Os próximos passos do projeto são testes de segurança para a saúde humana e posteriormente, depois de comprovada a total eficácia do produto, fazer com que as empresas que produzem de limpeza “comprem a ideia” e passem a utilizar este composto em seus produtos.
 
O trabalho do grupo começou em 2015 quando foram realizados os primeiros experimentos com o líquido extraído durante a torra da castanha do caju. Esta pesquisa conta com o financiamento do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

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