Para saber o preço médio pago pelo douradense nos principais produtos levados à mesa, acadêmicos e professores do curso de economia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) deram início ao projeto do “Índice de Cesta Básica do Município de Dourados”. O primeiro levantamento que dará origem aos números começa neste sábado (30).
Os produtos escolhidos para compor o índice, são os 13 indicados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) como parte do grupo de alimentação que da cesta básica do brasileiro. São estes: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga.
Acadêmicos de economia bolsistas do projeto, Caio Medeiros e Evandro Perez vão visitar oito supermercados de Dourados nos dois últimos dias de cada mês, para fazer a pesquisa de preço dos produtos. Foram escolhidos para amostragem, os principais empreendimentos do setor levando em consideração também a região geográfica, como forma de abranger toda a cidade.
Para este levantamento, não é observado apenas o menor preço adotado em cada estabelecimento num determinado produto, a marca é levada em consideração. São selecionadas, pelo menos, três marcas diferentes de cada produto, que esteja presente em todos os estabelecimentos. Para produtos como a carne, por exemplo, ainda é pesquisado mais de um tipo.
A partir dos dados, é possível saber a média de preço de cada produto tanto nos estabelecimentos, quanto para a cidade. Toda a pesquisa é feita sob a coordenação do professor Jonathan Gonçalves da Silva e do vice coordenador, Enrique Duarte Romero, ambos docentes do curso de economia.
“Nós não podemos divulgar os nomes dos supermercados, porque não somos Procon [Programa Municipal de Defesa do Consumidor], mas só apresentando essa diferença de preço entre os estabelecimentos, acreditamos que vamos mostrar aos douradenses a importância da pesquisa e estimulá-los a fazer isso”, afirma Romero.
Para exemplificar como o calculo é feito, o professor usa a carne. Em setembro do ano passado, por exemplo, foi apontado que o quilo do coxão duro era praticado a R$ 21,98; do coxão mole a R$ 23,90 e do patinho a R$ 22,90. Com isso foi constatado que o consumidor paga, em média, R$ 22,93 no quilo da carne.
Um cidadão brasileiro consome uma média 6,6 kg de carne por mês. Isso significa que o gasto mensal para se alimentar só de carne naquele mês ficou em R$ 151,71. “A partir de números como estes, nós vamos poder saber o quanto o douradense está gastando por mês com alimentação, o que aquilo representa no salário mínimo, quantos dias tem que trabalhar só para poder pagar a cesta básica, entre outras coisas”, explica o professor.
Os dados serão divulgados pelo menos uma semana após a realização do levantamento dos supermercados. Nesse primeiro momento, não será possível mostrar o que aumentou ou diminuiu de preços. Mas, a partir da segunda pesquisa que será feita ao final de fevereiro, os números já vão indicar esses dados.
A metodologia adotada nessa pesquisa realizada em Dourados é a mesma dos grandes institutos que fazem estes cálculos.
O Índice de Cesta Básica é importante, já que este é um dos componentes utilizados para medir a inflação no país. Segundo Romero, o principal objetivo é tornar o consumidor douradense mais bem informado no momento da compra.
O levantamento acadêmico é diferente da pesquisa de preço dos produtos da cesta básica divulgada mensalmente pelo Procon. O órgão de defesa do consumidor busca sempre o menor preço praticado pelos itens pesquisados nos supermercados da cidade, desconsiderando as marcas dos produtos. O programa divulga na íntegra os nomes dos locais e os valores.
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