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ESTUDO

Pesquisa da UEMS alerta para a não utilização de chorume como “adubo”

15 dezembro 2015 - 17h35

Um líquido escuro e que polui o ambiente. Este é o chorume, que é resultado de putrefação de matérias orgânicas. Os aterros sanitários, com a decomposição do lixo, estão cheios dele. Por isto uma pesquisa realizada na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) alerta a população para que não utilize este líquido como uma espécie de “adubo”, ou seja, misturando-o a terra para efetuar os plantios, pois ele é altamente poluidor para o solo, a água e até prejudicial para o ser humano.

Na UEMS já existem estudos com a reutilização de lodo de esgoto para produção de mudas nativas do cerrado, por isto a pesquisa foi necessária para mostrar que o chorume não pode ser enviado às estações de tratamento de esgoto e nem reaproveitado na produção de plantas, pois pode ser prejudicial para qualquer meio em que for inserido.

A pesquisa foi realizada no aterro sanitário de Dourados, que tem impermeabilização do terreno, ou seja, uma manta que não deixa que o chorume entre em contato com o solo, entre 2013 e 2014, e foi detectada a presença de metais pesados, principalmente, o mercúrio. “Em Dourados o chorume não é jogado em rios e pela quantidade de mercúrio não pode ser jogado e nem reaproveitado em lugar algum, pois pode contaminar a água e salinizar o solo, tornando-o improdutivo”, de acordo com a professora Margarete Soares da Silva, orientadora do trabalho produzido pela mestranda, Priscilla Fracalossi Riguetti.

A professora ainda explica que além do mercúrio existem outros metais pesados, também prejudiciais para a saúde como manganês, zinco, cádmio, chumbo e crômio. “O tratamento utilizado nos aterros sanitários é feito somente com a incidência da luz do sol, por isto ‘mata’ elementos microbiológicos, mas não há qualquer outro tratamento para retirada de sais, metais pesados e outras substâncias tóxicas, que podem fazer muito mal ao ser humano, às plantas e ambientes”, disse.

Segundo a docente, a intenção da pesquisa é alertar a população para que não se descarte o chorume em estações de tratamento de esgoto ou em outros ambientes naturais, como acontece em muitos municípios brasileiros.

Contudo a preocupação ainda é maior, pois a grande maioria dos municípios do país não têm aterro sanitário, ou seja, ainda usam lixões a céu aberto ou aterros não impermeabilizados.

“Nestes casos, este chorume se infiltra na terra sem nenhum cuidado, atinge o lençol freático e se espalha. Também existem todos os problemas que o lixão traz, que é a presença de animais como ratos, baratas, urubus, além da contaminação das pessoas que ficam ali catando lixo, manuseando. É um local propício para proliferação de doenças, e ainda tem a contaminação forte do ambiente que aquele chorume percorre”, finaliza.

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